A Fictor Asset comunicou o encerramento do Fictor Invest Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), que possui aproximadamente R$ 270 milhões em patrimônio, após registrar forte aumento nos pedidos de resgate. A gestora marcou uma Assembleia Geral para 9 de março, na qual apresentará proposta de liquidação do veículo.
A empresa integra o conglomerado que solicitou recuperação judicial na Justiça de São Paulo. Inicialmente, apenas a Fictor Invest e a Fictor Holding recorreram ao mecanismo; entretanto, uma emenda protocolada nesta semana incluiu outras companhias do grupo, entre elas a própria Fictor Asset. O perito do processo recomendou a extensão da medida a todas as subsidiárias.
Segundo documento obtido pelo Broadcast, o aumento “atípico e expressivo” na demanda por resgates — que ultrapassou 40% do patrimônio líquido do FIDC — ocorreu após a divulgação do pedido de recuperação, em razão da “similaridade reputacional” entre as empresas do conglomerado.
No dia 19 de fevereiro, a Apex (antiga BRL Trust) apresentou pedido de renúncia ao posto de administradora fiduciária do fundo. Pela regra, a companhia deverá permanecer na função por até 180 dias ou até ser substituída ou concluída a liquidação.
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O advogado Felipe Gosuen da Silveira, que representa mais de 200 credores, manifestou preocupação após receber a carta com o plano de liquidação. O documento informa que, com a extinção do FIDC, os cotistas passarão a assumir tanto os processos judiciais existentes quanto eventuais ações futuras contra o fundo, a administradora e a custodiante relacionadas à cobrança dos direitos creditórios.
O grupo ganhou notoriedade no mercado ao tentar comprar o Banco Master um dia antes de a instituição ser liquidada pelo Banco Central.