MIAMI — O presidente e CEO da Câmara de Comércio da Flórida, Mark Wilson, afirmou que estados norte-americanos com carga tributária elevada, como Nova York, Califórnia e Illinois, enfrentam uma “espiral de morte”, enquanto a Flórida recebe mais de US$ 4 milhões em renda por hora vindos de residentes e empresas que se mudam para o estado.
Segundo Wilson, o pico registrado logo após a pandemia era de cerca de 1 000 novos moradores por dia. Atualmente, o número se estabilizou entre 500 e 600, mas o volume de renda transferida permanece acima de US$ 4 milhões por hora, “24 horas por dia, inclusive à noite, fins de semana e feriados”. A projeção da entidade é manter esse ritmo até 2030.
Com a migração de pessoas e capitais, a economia da Flórida ultrapassou a da Espanha e ocupa a 15ª posição mundial. A meta do Florida 2030 Blueprint, plano estratégico da Câmara, é colocar o estado entre as dez maiores economias do planeta até o fim da década. De acordo com Wilson, o Produto Interno Bruto da Flórida está prestes a superar o da Austrália, o que a levaria ao 14º lugar.
Enquanto a Flórida atrai renda, Nova York, Califórnia e Illinois perdem, em média, mais de US$ 1 milhão por hora, observou Wilson. Ele destacou que o estado não cobra imposto de renda e mantém alíquotas menores em outros tributos, o que, segundo ele, estimula a relocação de famílias e empresas e eleva a arrecadação total.
O orçamento do governo da Flórida é metade do orçamento do estado de Nova York, embora a população floridiana seja maior. A dívida per capita é a mais baixa entre todos os estados, cerca de US$ 1 000 por habitante, e o governo costuma pagar investimentos “à vista” ou, quando financia, obtém juros menores do que a maioria das demais unidades federativas.
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Empresas como a gigante de tecnologia Palantir já transferiram suas sedes para a Flórida. Bilionários da Califórnia, entre eles Larry Page, Sergey Brin e Mark Zuckerberg, também fixaram residência no estado. Wilson sustenta que esses investidores trazem negócios, capital e empregos, fortalecendo ainda mais o ambiente econômico local.
A Câmara calcula que a Flórida precise reduzir pela metade o número de crianças em situação de pobreza — atualmente em torno de 700 mil — para sustentar o crescimento projetado. Mais da metade dessas crianças vive em 15% dos CEPs do estado. O plano prevê melhorar as escolas nessas regiões como estratégia de desenvolvimento econômico.
“Estamos entregando liberdade econômica. Famílias e companhias percebem que a Flórida não é apenas uma ideia: é uma realidade que vem dando certo”, resumiu Wilson.