França vai suspender importação de alimentos sul-americanos com substâncias banidas na União Europeia

Mercado Financeiro2 dias atrás20 Visualizações

A França anunciou neste domingo (4) que deixará de importar produtos alimentícios da América do Sul que contenham resíduos de defensivos agrícolas proibidos na União Europeia.

O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, informou na rede social X que, nos próximos dias, será assinado um decreto elaborado pela ministra da Agricultura, Annie Genevard, determinando o bloqueio de mercadorias contaminadas com mancozeb, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim, fungicidas ou herbicidas vetados no bloco europeu.

De acordo com o Ministério da Agricultura, o texto será publicado na terça-feira (6). Para entrar em vigor, a medida dependerá de aval da Comissão Europeia, que tem até dez dias para se manifestar. Genevard espera obter o sinal verde durante visita a Bruxelas marcada para quarta-feira (7).

Produtos atingidos

Lecornu listou os alimentos que deixarão de entrar ou circular em território francês caso contenham resíduos das substâncias proibidas. Entre eles estão:

  • abacate, manga, goiaba, cítricos, uva e maçã provenientes da América do Sul ou de outras regiões;
  • melão, cereja, morango e batata.

Uma “brigada especializada” realizará inspeções reforçadas nos postos de fronteira para garantir o cumprimento das normas sanitárias, segundo o primeiro-ministro.

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Imagem: redir.folha.com.br

Pressão sobre o acordo UE–Mercosul

A medida ocorre em meio à tentativa do governo de Emmanuel Macron de conter a assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul — bloco que reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — prevista para 12 de janeiro. Agricultores franceses temem a chegada de grandes volumes de carne, arroz, mel e soja sul-americanos, considerados mais competitivos por utilizarem regras de produção distintas, em troca de maior acesso do setor industrial europeu ao mercado do Mercosul.

O governo francês afirma que a suspensão das importações é “um primeiro passo” para proteger produtores locais, consumidores e garantir condições equitativas de concorrência.

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