Casas de investimento destacam 12 fundos imobiliários para março diante de possível corte da Selic

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As carteiras recomendadas de fundos imobiliários para março indicadas por BTG Pactual, Itaú BBA, EQI Research e BB Investimentos reforçam a combinação de fundos de recebíveis (CRIs) com ativos ligados à economia real, como galpões logísticos e shopping centers. Ao todo, 12 fundos aparecem nos portfólios dessas quatro instituições.

Expectativa de juros menores impulsiona estratégia

O mercado acompanha a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para 19 de março. De acordo com o Termômetro do Copom, a aposta majoritária é de redução de 0,5 ponto percentual na Selic, dos atuais 15% para 14,5% ao ano. A perspectiva de início do ciclo de afrouxamento monetário tende a favorecer a classe de fundos imobiliários, sobretudo os chamados “fundos de tijolo”, que podem se beneficiar da queda da taxa de desconto utilizada na precificação dos imóveis.

Mesmo com o possível recuo dos juros, as casas mantêm posição relevante em fundos de recebíveis. O entendimento é que, apesar do início dos cortes, a taxa deve seguir em nível elevado por um período, sustentando dividendos atrativos para esses veículos atrelados ao CDI ou à inflação.

Fundos que se repetem nas recomendações

Entre os 12 nomes destacados pelas quatro instituições estão:

  • BTG Pactual Crédito Imobiliário (BTCI11) – Recebíveis
  • BTG Pactual Logística (BTLG11) – Logística
  • Bresco Logística (BRCO11) – Logística
  • Hedge Brasil Shopping (HGBS11) – Shoppings
  • HSI Malls (HSML11) – Shoppings
  • Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) – Recebíveis
  • Kinea Índice de Preços (KNIP11) – Recebíveis
  • VBI Prime Properties (PVBI11) – Lajes corporativas
  • RBR High Yield (RBRY11) – Recebíveis
  • TRX Real Estate (TRXF11) – Renda urbana
  • Guardian Real Estate (GARE11) – Híbrido
  • XP Malls (XPML11) – Shoppings

Como cada casa montou seu portfólio

BTG Pactual

A estratégia do banco reúne fundos de crédito imobiliário — entre eles KNCR11, KNIP11 e Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11) — e ativos de tijolo. Na parte de imóveis físicos, figuram BTLG11, BRCO11, Hedge Brasil Shopping (HGBS11) e HSI Malls (HSML11). O BTG defende um mix equilibrado entre geração de renda e potencial de valorização.

Itaú BBA

O Itaú BBA prioriza liquidez, experiência de gestão e qualidade dos portfólios. O banco inclui BTLG11 e BRCO11 no segmento logístico; XPML11 e HSML11 em shoppings; e mantém exposição a recebíveis com KNCR11, KNIP11 e Kinea Hedge Fund (KNHF11), além de veículos multiestratégia como Itaú Total Return (ITRI11).

EQI Research

A EQI combina geração de renda e potencial de ganho de capital. A lista traz BTCI11 e RBRY11 entre os recebíveis, BTLG11 e RBR Logística (RBRL11) em logística, além de RCRB11 (lajes corporativas) e XPML11 (shoppings). O fundo de fundos Hedge Top FOFII (HFOF11) foi incluído neste mês.

BB Investimentos

O BB aposta em diversidade de estratégias, com destaque para TRXF11 (renda urbana), GARE11 (híbrido) e Riza Terrax (RZTR11), exposto ao agronegócio. Na parte de crédito, aparecem REC Recebíveis Imobiliários (RECR11), Valora CRI Índice de Preços (VGIP11) e XP Crédito Imobiliário (XPCI11). O portfólio é complementado por Pátria Malls (PMLL11), do segmento de shopping centers.

As quatro casas ressaltam que, apesar da expectativa de corte da Selic beneficiar o setor, a proximidade do período eleitoral pode elevar a volatilidade, reforçando a necessidade de selecionar ativos com qualidade de gestão e portfólios resilientes.

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