Fundos multimercados registram recuo em nove de 11 estratégias na parcial de março

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Os fundos multimercados acumulam desempenho negativo em março na maior parte das categorias acompanhadas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Até 10 de março, nove das 11 estratégias exibiam retorno médio abaixo de zero.

Desempenho até 10 de março

Na liderança entre os ganhos aparecem os produtos de Juros e Moedas, com alta média de 0,44% no mês, seguidos pelos Balanceados, que avançam 0,12%. Do outro lado, os maiores recuos são vistos nos fundos Long and Short Neutro (-1,56%) e Macro (-1,40%).

Veja os resultados médios de cada estratégia em março e no acumulado do ano:

  • Balanceados: +0,12% no mês | +2,30% no ano | captação ‑R$ 8,2 mi
  • Dinâmico: ‑0,20% | +2,40% | ‑R$ 35,8 mi
  • Capital Protegido: ‑0,02% | +0,82% | ‑R$ 9,5 mi
  • Long and Short Neutro: ‑1,56% | ‑1,22% | +R$ 27,2 mi
  • Long and Short Direcional: ‑0,54% | +2,86% | ‑R$ 10,2 mi
  • Macro: ‑1,40% | +1,86% | ‑R$ 24,7 mi
  • Trading: ‑0,10% | +3,09% | +R$ 29,2 mi
  • Livre: ‑0,25% | +1,99% | ‑R$ 265,9 mi
  • Juros e Moedas: +0,44% | +2,35% | ‑R$ 420,2 mi
  • Estratégia Específica: ‑0,05% | +2,71% | +R$ 382,1 mi
  • Investimento no Exterior: ‑1,00% | +1,11% | +R$ 1,073 bi

Fluxo de recursos

Apesar do cenário de perdas, a classe de multimercados registra captação líquida positiva de R$ 717 milhões em março. O resultado é sustentado principalmente pelos fundos de Investimento no Exterior e de Estratégia Específica. Já as categorias Juros e Moedas e Livre concentram os maiores volumes de resgates no período.

O que afetou o desempenho

De acordo com Bruno Maueler, co-CIO e diretor de Soluções de Investimentos da Azimut Brasil Wealth Management, muitos gestores dos fundos Macro estavam posicionados em apostas consideradas pró-risco, como a migração de capital de ativos norte-americanos para mercados emergentes. A aversão ao risco provocada pelo aumento das tensões geopolíticas reduziu o apetite por essas posições.

Maueler destaca ainda que diversas casas estavam vendidas em petróleo e compradas em ouro. A disparada nos preços do barril, somada à queda do metal precioso após o início do conflito, ampliou as perdas. “Foi uma tempestade perfeita, com alguns fundos perdendo até 5% e sendo obrigados a desmontar posições muito consensuais”, afirma.

Perspectivas

Segundo o executivo, o comportamento dos fundos daqui para frente dependerá da evolução da crise e das decisões de cada gestor. Parte dos produtos, por política interna, deve reduzir exposição depois de um tombo, o que pode limitar eventual recuperação rápida do mercado. Já aqueles que mantiveram as posições podem se beneficiar de uma eventual normalização, caso ela ocorra.

Maueler ressalta que o cenário permanece incerto, com risco de novos choques no preço do petróleo e possibilidade de estagflação global. Para o investidor, diz ele, os multimercados continuam sendo uma forma de diversificar a carteira, oferecendo desempenho diferente ao de títulos indexados à inflação, ativos isentos ou ações.

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