Os países do G7 discutem a liberação de parte de seus estoques estratégicos de petróleo para conter o impacto do conflito no Irã sobre o abastecimento global, informou a Agência Internacional de Energia (AIE) nesta segunda-feira (9). A tensão no Oriente Médio fez a cotação do barril disparar para perto de US$ 120 antes de recuar para cerca de US$ 90.
Conforme as regras da AIE, membros que importam mais petróleo do que exportam precisam manter reservas equivalentes a, no mínimo, 90 dias de importações. A quantidade que pode ser liberada diariamente varia de acordo com a infraestrutura de cada país.
Estados Unidos: 415,4 milhões de barris de petróleo bruto estavam armazenados na Reserva Estratégica de Petróleo em 27 de fevereiro. Além disso, havia 439,3 milhões de barris em reservas comerciais privadas.
Japão: 260 milhões de barris de petróleo bruto em estoques governamentais, de um total de aproximadamente 470 milhões de barris equivalentes de petróleo no país no fim de dezembro. O volume estatal cobre 146 dias de importações. Setor privado mantém outros 180 milhões de barris equivalentes, dos quais 90 milhões são de petróleo bruto.
Alemanha: 110 milhões de barris de petróleo bruto e 67 milhões de barris de derivados estão prontos para liberação em poucos dias, segundo o Ministério da Economia.
França: cerca de 120 milhões de barris em petróleo bruto e produtos acabados no fim de 2024. Destes, 97 milhões pertencem à estatal SAGESS, com composição de 30% de petróleo bruto, 50% de gasóleo, 9% de gasolina, 7,8% de combustível de aviação e uma fração de óleo para aquecimento. Operadoras privadas mantêm outros 39 milhões de barris.
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Itália: legislação exige manutenção de aproximadamente 76 milhões de barris, o equivalente a 90 dias da média de importações líquidas de 2024. O governo não divulgou o volume exato armazenado.
Reino Unido: 38 milhões de barris de petróleo bruto e 30 milhões de barris de produtos refinados estavam estocados em 26 de fevereiro. O governo cumpre a meta exigindo que a indústria mantenha níveis mínimos. Em julho de 2025, cerca de 15% desses estoques localizavam-se no território britânico ou eram garantidos no exterior por meio do sistema de “tickets” da AIE.
Canadá: como exportador líquido, não é obrigado a manter reservas estratégicas. O país produziu mais de 5 milhões de barris por dia em dezembro, a maior parte destinada aos Estados Unidos.