Gestora cristã com US$ 4 bi mira 38 gigantes empresariais para derrubar pautas ‘woke’ até 2026

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Uma gestora de investimentos de orientação cristã que administra mais de US$ 4 bilhões em ativos pretende apresentar 38 propostas de acionistas até 2026 para pressionar grandes corporações a abandonarem iniciativas classificadas como “woke” e retomarem a neutralidade política.

A iniciativa é liderada pela Inspire Investing. Segundo o diretor-presidente, Robert Netzly, o objetivo é “ajudar as companhias a se manterem fora de questões sociais polêmicas e focar na geração de valor para o acionista”. O diretor financeiro (CFA) Tim Schwarzenberger acrescenta que a gestora busca apenas que as empresas “tratem clientes e funcionários de forma justa e concentrem-se no negócio principal”.

Alvos e temas das propostas

Os 38 requerimentos serão encaminhados a integrantes do grupo conhecido como “Magnificent Seven” — que reúne as maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos — e a outras companhias de grande capitalização. Entre os temas estão:

  • programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI);
  • interrupção de serviços financeiros por motivos políticos (de-banking);
  • uso de água e de inteligência artificial;
  • liberdade de expressão fora do expediente;
  • acesso a pílulas abortivas;
  • metas de emissões líquidas zero.

Riscos financeiros citados

Para a Inspire, a militância corporativa traz riscos tangíveis. A gestora menciona a perda de mais de US$ 9 bilhões em valor de mercado da Target após o lançamento da coleção Pride em 2023, a queda nas vendas da Bud Light depois de parceria com uma influenciadora transgênero e o prejuízo estimado em US$ 115 milhões do remake de “Branca de Neve”, da Disney.

“Quando as empresas se envolvem em disputas políticas, criam risco de marca e reações negativas dos consumidores”, afirma Schwarzenberger. Netzly completa: “O ativismo corporativo tem custo e impacta preço das ações e dividendos”.

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Imagem: Kristen Altus FOXBusiness via foxbusiness.com

Histórico de mudanças

A Inspire cita como resultados anteriores a decisão de Costco e Walmart de não vender o abortivo mifepristona após diálogos com a gestora. Segundo Netzly, conversas “produtivas” já ocorrem com parte das 38 companhias visadas para este ciclo; caso haja acordo, as propostas podem ser retiradas.

Próximos passos

Alguns prazos formais para a protocolação de requerimentos vencem apenas no segundo semestre. Se as empresas não aceitarem discutir os temas, a Inspire pretende levar as propostas a votação em assembleias. “Ignorar a voz do acionista expõe a companhia a riscos legislativos e de reputação”, alerta Netzly.

A gestora reforça que os documentos são fundamentados em dever fiduciário, não em militância, e que o sucesso será medido por mudanças concretas em códigos de conduta, termos de serviço ou destinação de recursos corporativos.

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