NOVA YORK, 15 jan. — O Goldman Sachs pretende retirar, ainda neste mês, a referência a diversidade, equidade e inclusão (DEI) de seus critérios de seleção para o conselho de administração, informou o Wall Street Journal nesta segunda-feira.
Até 2023, o banco exigia que empresas levadas a público pela instituição apresentassem pelo menos um integrante diverso em seus conselhos. A exigência foi suspensa no ano passado e, agora, a mudança alcança o próprio board do Goldman.
O comitê de governança do conselho avalia candidatos segundo quatro itens, entre eles um conceito amplo de diversidade que inclui pontos de vista, formação, experiência profissional e serviço militar. Essa seção também citava “outros dados demográficos” — raça, identidade de gênero, etnia e orientação sexual — menção que será eliminada, de acordo com pessoas próximas ao processo.
A decisão ocorre após solicitação feita em setembro pela National Legal and Policy Center (NLPC), entidade sem fins lucrativos de perfil conservador que detém pequena participação no banco. Fontes relataram que o Goldman fechou acordo para adotar a alteração de forma voluntária, e a NLPC, em troca, desistiria de apresentar proposta formal na próxima assembleia de acionistas.
A medida se insere em um movimento mais amplo de recuo corporativo em relação a políticas de DEI nos Estados Unidos. Desde seu retorno à Casa Branca no ano passado, o presidente Donald Trump assinou ordens executivas que determinam o fim de programas governamentais de diversidade e restabelecem critérios de “mérito” em contratações e contratos federais.
Imagem: Anders Hagstrom FOXBusiness via foxbusiness.com
O governo também vem questionando iniciativas de diversidade em universidades de elite. Em dezembro, recorreu de decisão judicial que restabeleceu US$ 2,7 bilhões em financiamentos federais à Universidade Harvard, após congelamento decretado anteriormente.
O Goldman Sachs não comentou publicamente a mudança até o momento.