Golpes com IA no mercado cripto crescem 500% em 2025, segundo TRM Labs

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São Paulo, 2026 – O número de golpes que utilizam inteligência artificial no universo das criptomoedas aumentou 500% em 2025, de acordo com o relatório anual de crimes cripto da TRM Labs divulgado nesta quarta-feira (data do relatório).

A consultoria apurou que cerca de US$ 35 bilhões em ativos digitais foram enviados a carteiras ligadas a golpistas no ano passado. Embora o montante seja ligeiramente inferior aos US$ 38 bilhões registrados em 2024, o uso de modelos de linguagem avançados, imagens geradas por IA, clonagem de voz e vídeos deepfake tornou as fraudes mais sofisticadas e escaláveis.

Como a IA amplia o alcance dos golpistas

Segundo a TRM Labs, os modelos de linguagem permitem que criminosos superem barreiras de idioma e contexto cultural com facilidade. Já os recursos de voz e vídeo sintéticos diminuem o custo para criar personagens falsos convincentes.

Em março de 2025, três fundadores de projetos cripto relataram ter impedido uma tentativa de hackers norte-coreanos de obter dados sensíveis por meio de chamadas no Zoom que empregavam deepfakes.

Estratégias combinadas de fraude

O relatório aponta um movimento de convergência de táticas. Golpistas iniciam o contato com romance scams para conquistar confiança, migram para ofertas de investimento fictício e, na fase final, exigem taxas ou impostos inexistentes.

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Imagem: cointelegraph.com

A abordagem multifásica reflete uma estrutura empresarial: há especialização de funções, uso de roteiros padronizados e suporte de serviços terceirizados, como kits de phishing, bases de dados vazadas e ferramentas de IA sob demanda.

Volume ilícito detectado

A TRM Labs estimou que carteiras associadas a atividades ilícitas receberam US$ 158 bilhões em 2025, salto de 146% em relação aos US$ 64 bilhões de 2024. Apesar do aumento absoluto, a fatia do volume ilícito no total transacionado recuou de 1,3% para 1,2%.

A consultoria ressalta que o crescimento se deve, em parte, ao avanço de ferramentas de monitoramento e a sanções mais rígidas contra países como a Rússia, que tornaram visíveis operações antes não mapeadas.

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