A Google concordou em desembolsar US$ 68 milhões para pôr fim a uma ação coletiva que a acusa de gravar conversas de usuários de dispositivos inteligentes sem consentimento.
O acordo preliminar foi protocolado na sexta-feira, em um tribunal federal de San Jose, Califórnia, e ainda precisa ser homologado pela juíza distrital Beth Labson Freeman.
No processo, consumidores afirmam que o Google Assistant registrava diálogos mesmo quando os comandos “Hey Google” ou “Ok Google” não eram pronunciados, ou quando o botão de ativação não era pressionado. Segundo a queixa, os áudios teriam sido usados para direcionar publicidade.
As gravações indevidas teriam ocorrido em smartphones, alto-falantes domésticos, laptops, tablets, dispositivos Chromecast e fones de ouvido sem fio da marca.
A empresa não admitiu irregularidades, justificando o acordo como forma de evitar “incerteza, risco, gastos, inconveniência e distrações” de um litígio prolongado, conforme documentos judiciais.
Imagem: Landon Mion FOXBusiness via foxbusiness.com
Os advogados dos autores poderão solicitar até um terço do valor total — cerca de US$ 22,7 milhões — em honorários.
Casos semelhantes já envolveram outras gigantes do setor. Em dezembro de 2024, a Apple acertou o pagamento de US$ 95 milhões para resolver reclamações sobre o assistente Siri. A própria Google firmou acordos anteriores, incluindo um de US$ 1,4 bilhão com o estado do Texas na primavera passada e outro de US$ 425,7 milhões, em setembro, relacionado à coleta de dados de usuários que haviam desativado o rastreamento. Em 2024, a companhia também aceitou destruir bilhões de registros de navegação privada para encerrar outro processo.