Hackers roubaram aproximadamente US$ 168,6 milhões em criptomoedas de 34 protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) entre janeiro e março de 2026, segundo dados da plataforma de monitoramento DefiLlama.
O maior ataque registrado ocorreu em janeiro, quando uma comprometimento de chave privada na plataforma de gestão de portfólios Step Finance resultou na perda de US$ 40 milhões.
No dia 8 de janeiro, um manipulação de contrato inteligente drenou US$ 26,4 milhões em ether (ETH) do protocolo Truebit, tornando-se o segundo maior incidente no período.
A terceira maior ocorrência foi um comprometimento de chave privada que atingiu a emissora de stablecoin Resolv Labs em 21 de março, sem valor divulgado no texto original além da classificação como terceiro maior ataque.
O montante perdido no primeiro trimestre de 2026 é significativamente menor que o registrado em igual período de 2025, quando US$ 1,58 bilhão foram subtraídos, impulsionados principalmente pelo exploit de US$ 1,4 bilhão na Bybit.
Para Nick Percoco, diretor de segurança da exchange Kraken, a atuação de cibercriminosos acompanha ciclos de mercado e eventos específicos, como altas de preços, lançamentos de produtos e fases de rápido crescimento, que concentram maior liquidez e, portanto, atraem ataques.
Imagem: cointelegraph.com
Percoco ressalta que vulnerabilidades podem ser exploradas em qualquer ambiente de mercado, reforçando a necessidade de vigilância contínua.
Grupos ligados à Coreia do Norte permanecem entre as principais ameaças, assim como redes organizadas de crime cibernético e hackers oportunistas que buscam falhas em contratos inteligentes e sistemas voltados a usuários.
Um exemplo recente citado por especialistas é o ataque de quarta-feira ao Drift Protocol, exchange descentralizada que teria perdido cerca de US$ 285 milhões após vazamento de chave privada.
Analistas de segurança preveem para 2026 um aumento em furtos de credenciais, engenharia social e investidas potencializadas por inteligência artificial.