Inteligência artificial ganha espaço dentro dos computadores pessoais

Mercado Financeiro16 horas atrás10 Visualizações

Um novo movimento no setor de tecnologia desloca a inteligência artificial (IA) dos navegadores para o ambiente interno dos computadores. A mudança ganhou visibilidade em novembro de 2025 com o lançamento do OpenClaw, agente de IA de código aberto criado pelo austríaco Peter Steinberger, agora contratado pela OpenAI.

O OpenClaw executa tarefas diretamente na máquina do usuário: navega na internet, lê arquivos e manipula aplicativos sem intervenção humana contínua. A iniciativa inspirou outras empresas a seguir o mesmo caminho.

Impacto no mercado corporativo

Em fevereiro de 2026, a Anthropic apresentou o Claude Cowork. O anúncio provocou uma queda estimada em US$ 285 bilhões no valor das ações de companhias de software corporativo, refletindo a percepção de que atividades como criação de planilhas, apresentações, gestão de e-mails e programação podem ser assumidas por agentes de IA locais.

A Microsoft respondeu em 9 de março com o Copilot Cowork, reforçando a disputa por assistentes que operam diretamente nos dispositivos dos usuários.

Redes sociais de agentes

Outro reflexo da tendência é a rede Moltbook, criada por dois empreendedores para interação exclusiva entre agentes de IA. Humanos apenas observam ou se passam por robôs para participar. A Meta adquiriu a plataforma em 10 de março, mirando a transformação do conceito de redes sociais.

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Imagem: redir.folha.com.br

Mudança de paradigma

Desde a década de 1960, utilizar computadores significava abrir programa por programa. A chamada “IA agêntica” altera essa lógica: o usuário descreve o que deseja e o software executa. Segundo os fundadores do Moltbook, todo o código da própria rede foi gerado por IA em um fim de semana.

Especialistas apontam que a rápida evolução exige que países, como o Brasil, desenvolvam competências próprias em inteligência artificial para evitar dependência tecnológica.

Para muitos analistas, quem não acompanhar essa transição pode continuar preso a tarefas tradicionais, enquanto agentes automatizados assumem processos cada vez mais complexos.

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