São Paulo, 19 de janeiro de 2026 – O contrato de Ibovespa futuro para fevereiro (WING26) encerrou o pregão desta segunda-feira com alta de 0,12%, aos 166.520 pontos, movimento que reforça a perspectiva positiva apontada pela análise técnica do BTG Pactual.
De acordo com relatório do banco, a força compradora encontra sustentação na região de 166.300 pontos, podendo ganhar ímpeto adicional caso o índice rompa as resistências de 167.000 e 168.000 pontos.
O dólar futuro para fevereiro (WDOG26) terminou estável, negociado a R$ 5,387. Para o BTG, o contrato permanece sem tendência definida no curto prazo. Uma movimentação mais clara poderá ocorrer se houver rompimento das resistências de R$ 5,420 e R$ 5,430 ou, na ponta oposta, recuo abaixo de R$ 5,380 e R$ 5,360.
No exterior, o índice DXY — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a seis divisas fortes — caía 0,34%, a 99,053 pontos, por volta das 17h (horário de Brasília). O feriado do Dia de Martin Luther King Jr. manteve o mercado dos Estados Unidos fechado, reduzindo a liquidez e favorecendo ajustes técnicos no câmbio.
As tensões geopolíticas seguiram no foco dos investidores após o ex-presidente dos EUA Donald Trump ameaçar impor uma tarifa adicional de 10% sobre produtos de Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido. A medida, segundo ele, vigoraria a partir de 1º de fevereiro caso Washington não obtenha autorização para comprar a Groenlândia, território da Dinamarca. A União Europeia reagiu, classificando as ameaças como inaceitáveis, e a França sugeriu retaliações econômicas.
Imagem: Equipe Money Times via moneytimes.com.br
No âmbito local, o mercado acompanhou declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em entrevista ao UOL, ele disse ter iniciado conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seu papel nas eleições de 2026, sem definição até o momento. Questionado sobre eventual candidatura ao governo de São Paulo, Haddad afirmou não ter intenção de disputar cargos neste ano e deve deixar o ministério até fevereiro.
O ministro também mencionou discussões dentro do governo para ampliar o poder de fiscalização do Banco Central, incluindo a possibilidade de transferir para a autarquia a supervisão dos fundos de investimento que hoje está sob responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A sessão foi marcada por menor volume de negócios, reflexo do feriado nos Estados Unidos e da cautela dos investidores diante das incertezas externas e domésticas.