O contrato futuro do Ibovespa para fevereiro (WING26) terminou a sessão desta terça-feira (13) em baixa de 0,84%, aos 163.800 pontos.
De acordo com estudo do BTG Pactual, o desempenho confirma a expectativa de fraqueza no curto prazo. Os analistas apontam zonas de suporte em 163.750 e 162.250 pontos. Uma eventual retomada compradora só ganharia força acima de 167.000 pontos, patamar que, se superado, indicaria tendência de alta no médio prazo.
O contrato de dólar futuro recuou 0,10%, encerrando o pregão a R$ 5,396. Para o BTG, o cenário de curto prazo segue indefinido, porém com viés de queda. O banco destaca que a perda do nível de R$ 5,380 pode abrir espaço para um movimento de baixa mais consistente.
Dados de inflação nos Estados Unidos influenciaram o câmbio. O índice de preços ao consumidor (CPI) avançou 0,3% em dezembro na comparação mensal e acumula alta de 2,7% em 12 meses, alinhado às projeções. Após a divulgação, parte do mercado voltou a precificar a possibilidade de corte de juros pelo Federal Reserve já em março, embora a maioria ainda veja maior chance de início do afrouxamento em junho, totalizando dois cortes em 2026.
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No Brasil, os ativos reagiram também à primeira pesquisa eleitoral para 2026. O levantamento mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança nas intenções de voto tanto no primeiro quanto no segundo turno. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece em empate técnico com Lula em eventual confronto direto, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais. A rejeição ao petista é de 40,8%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 30%, Michelle Bolsonaro 26,1% e Tarcísio 16,2%.
Os números do mercado e o panorama político concentraram a atenção dos investidores ao longo do dia.