Ibovespa futuro rompe 180 mil pontos e mantém viés positivo; dólar futuro segue perto de R$ 5,30

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São Paulo, 23 de janeiro de 2026 – O contrato de Ibovespa futuro para fevereiro (WING26) avançou 1,82% nesta sexta-feira, encerrando o pregão aos 180.620 pontos e consolidando a sequência de ganhos recentes.

Análise técnica

De acordo com avaliação do BTG Pactual, o índice mantém projeção de alta nos horizontes curto, médio e longo. O novo suporte técnico passou para 174.500 pontos, enquanto o objetivo de curto prazo foi elevado para 182.135 pontos.

Dólar futuro estável

O contrato de dólar futuro com vencimento em fevereiro (WDOG26) operou praticamente de lado, registrando variação positiva de 0,04% no mesmo horário, a R$ 5,300. Para os especialistas do banco, a pressão vendedora persiste e os próximos alvos técnicos aparecem em R$ 5,260 e R$ 5,220, com suporte imediato em R$ 5,300.

Cenário externo

Por volta das 17h (horário de Brasília), o índice DXY – que mede o desempenho do dólar frente a seis moedas fortes – caía 0,78%, para 97.576 pontos, refletindo redução das tensões geopolíticas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país trabalhará com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na segurança da Groenlândia e descartou o uso da força para controlar o território. Ele também suspendeu tarifas de 10% previstas para 1º de fevereiro sobre produtos de oito nações europeias durante as negociações envolvendo a ilha.

No Japão, rumores de possível intervenção cambial aumentaram após a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, declarar que o governo acompanha de perto o mercado. Ela não confirmou reportes de checagem de taxas junto a bancos, procedimento que costuma anteceder ações no câmbio.

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Imagem: Equipe Money Times via moneytimes.com.br

Fluxo estrangeiro impulsiona bolsa

Dados da B3 indicam entrada líquida de R$ 12,3 bilhões em recursos externos na bolsa brasileira em janeiro até o dia 21. O montante já equivale a quase metade dos R$ 25,4 bilhões captados em todo o ano passado.

Entre as blue chips, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) subiram mais de 5% e recuperaram cerca de R$ 50 bilhões em valor de mercado nas últimas quatro sessões. O papel foi o mais negociado do dia, com volume financeiro superior a R$ 2 bilhões em aproximadamente 70,5 mil negócios. A valorização acompanhou o petróleo tipo Brent para março, que ganhou 2,84% na ICE de Londres e fechou a US$ 65,88 o barril, impulsionado pela escalada de tensões no Oriente Médio e por ameaças de sanções norte-americanas ao Iraque.

Com o fortalecimento do fluxo estrangeiro e o desempenho das commodities, o Ibovespa futuro renovou máximas históricas, sinalizando continuidade da tendência de alta observada nas últimas sessões.

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