Ibovespa bate novo recorde e encerra acima de 175 mil pontos; dólar atinge menor cotação desde novembro

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O Ibovespa fechou em alta de 2,20% nesta quinta-feira (22), aos 175.589,35 pontos, estabelecendo o terceiro recorde consecutivo de pontuação e de fechamento. Durante o pregão, o índice chegou a ultrapassar os 177 mil pontos, também novo pico intradiário.

No câmbio, o dólar à vista recuou 0,68% e terminou o dia cotado a R$ 5,2845, o menor valor desde novembro.

Fluxo estrangeiro sustenta ganhos

O ingresso de capital externo manteve o ritmo de valorização da bolsa. Entre as blue chips, Vale (VALE3) superou R$ 83 pela primeira vez, com giro financeiro acima de R$ 4,6 bilhões — cerca de 11% do volume negociado na B3. Já Petrobras (PETR4) oscilou ao longo do dia e fechou levemente no negativo, pressionada pela queda de 1,81% do Brent para US$ 64,06 o barril (contrato de março).

Os grandes bancos, que compõem parte significativa do índice, avançaram em bloco enquanto investidores acompanham os desdobramentos do Caso Master e o pagamento do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aos credores do will bank.

Maiores altas e baixas

Cogna (COGN3) liderou as altas pelo segundo pregão seguido, subindo mais de 6% após o Santander reforçar visão positiva para o setor de educação. Na outra ponta, RD Saúde (RADL3) caiu mais de 3% em ajuste técnico. PetroReconcavo (RECV3) e Prio (PRIO3) também recuaram, acompanhando a retração do petróleo.

Movimentações em Brasília

As especulações sobre a sucessão no Ministério da Fazenda permaneceram no radar. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o ministro Fernando Haddad pretende discutir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a indicação de seu secretário-executivo, Dario Durigan, para chefiar a pasta após sua saída prevista para as próximas semanas. Para a secretaria-executiva, Haddad avalia apontar o atual secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.

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Imagem: Liliane de Lima via moneytimes.com.br

Cenário externo

Em Wall Street, os principais índices estenderam os ganhos: Dow Jones avançou 0,63% (49.384,01 pontos), S&P 500 subiu 0,55% (6.913,35 pontos) e Nasdaq ganhou 0,91% (23.436,02 pontos). A melhora veio após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizar redução de tensões geopolíticas ao suspender tarifas sobre produtos de diversos países europeus e confirmar que não usará força militar na disputa pela Groenlândia.

Dados macroeconômicos também influenciaram: o índice PCE subiu 0,2% em novembro, acumulando 2,8% em 12 meses, enquanto o PIB do terceiro trimestre de 2025 foi revisado para alta anualizada de 4,4%. As estatísticas reforçaram a aposta de manutenção dos juros pelo Federal Reserve na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na próxima reunião, com expectativa de cortes apenas a partir de junho.

Na Europa, o Stoxx 600 ganhou 1,03%, fechando a 608,86 pontos. Na Ásia, o Nikkei avançou 1,73% (53.688,89 pontos) e o Hang Seng subiu 0,17% (26.629,96 pontos).

Com bancos, Vale e Petrobras respondendo por metade da carteira teórica do Ibovespa, o comportamento desses papéis continuará determinando o humor do mercado nos próximos pregões.

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