Ibovespa renova máxima histórica, sobe quase 5% na semana e mira os 200 mil pontos

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O Ibovespa encerrou a sexta-feira, 10 de abril de 2026, com valorização de 1,12%, aos 197.000 pontos, novo recorde para o principal índice da B3. O desempenho elevou o ganho semanal a 4,93%; no mês, a alta supera 5% e, no acumulado de 2026, chega a 22,47%.

Volume robusto e entrada de capital externo

O giro financeiro somou R$ 24,1 bilhões, montante 34% acima da média dos últimos 12 meses (R$ 17,9 bilhões). Analistas apontam que grande parte da demanda por ações brasileiras veio de investidores estrangeiros, movimento refletido no câmbio: o dólar à vista recuou 1%, para R$ 5,01, menor cotação em mais de dois anos. Na semana, a moeda norte-americana caiu 2,9%; no mês, 3,23%; e, em 2026, acumula desvalorização de 8,7% frente ao real.

Geopolítica e inflação não freiam apetite por risco

Mesmo com a inflação doméstica pressionada — o IPCA de março avançou 0,88%, acima do teto das estimativas — e diante de um cessar-fogo frágil no Golfo Pérsico, investidores mantiveram o ritmo de compras. A trégua entre Estados Unidos e Irã, que pode ganhar novos capítulos nas negociações marcadas para amanhã em Islamabad, ajudou a reduzir parte da aversão a risco global.

Suportes e resistências

Para a Genial Investimentos, o índice exibe “fluxo comprador dominante” e mantém tendência de alta nos três prazos de análise. A corretora mapeia a primeira resistência relevante em 199.550 pontos; depois, em 203.500 e 207.600. O suporte mais próximo está em 191.480 pontos. O Itaú BBA, por sua vez, identifica suporte imediato em 188.100 pontos e vê espaço para o Ibovespa buscar 200 mil pontos no curto prazo, com objetivo de 250 mil no médio prazo.

Composição do pregão

Entre as 83 ações do índice, 54 subiram no dia e 69 fecharam a semana no azul. Destaques positivos desta sexta-feira incluíram HAPVIDA (+13,05%), ENGIE Brasil (+4,64%) e PRIO (+3,36%). Na ponta oposta, USIMINAS PN (-6,12%), CSN (-5,45%) e AZZA (-10,88%) lideraram as quedas.

Fatores de sustentação

A entrada de recursos estrangeiros em mercados emergentes — exceto China — permanece firme em 2026, quase dobrando o volume visto no mesmo período de 2025. O diferencial de juros elevado no Brasil segue atractivo para estratégias de carry trade, enquanto a B3 continua negociada a múltiplos considerados baixos em comparação histórica.

Embora a análise técnica confirme a tendência de alta, profissionais do mercado alertam que eventuais rupturas nas negociações entre EUA e Irã, nova disparada do petróleo ou mais surpresas inflacionárias podem reverter rapidamente o movimento.

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