O Ibovespa ganhou força ao longo do dia e fechou a sessão desta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, em alta de 1,35%, aos 188.535 pontos. Na máxima do pregão, o principal índice da B3 avançou 1,44%.
O movimento positivo teve apoio das ações de maior peso na carteira, principalmente de companhias ligadas ao petróleo. A cotação do Brent subiu 2,17%, para US$ 71,88 o barril, reflexo da tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã. Nesse cenário, os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) avançaram 1,67%, a R$ 37,81, acompanhados por outras empresas do setor.
O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que Washington precisa firmar um “acordo significativo” com Teerã, reiterando a exigência de abandono do programa nuclear iraniano, ponto rejeitado pelo governo do Irã.
Entre os bancos, as preferenciais do Bradesco (BBDC4) subiram 2,00%, enquanto as units do Santander (SANB11) registraram ganho de 1,28%. Instituições financeiras e empresas de utilidade pública continuam entre as maiores beneficiárias do ingresso de capital estrangeiro.
“Foi mais um dia de entrada de investidor externo, com foco em grandes empresas e papéis de maior liquidez”, afirmou Naio Ino, gestor de renda variável da Western Asset. Segundo ele, enquanto esse fluxo se mantiver, é pouco provável que ocorra uma correção mais acentuada no curto prazo.
O desempenho local destoou de Wall Street: o S&P 500 recuou 0,28%. Estratégias globais de rotação de ativos e a expectativa de cortes graduais da Selic mantêm o mercado brasileiro no radar de gestores internacionais.
Imagem: Vitor Azevedo via moneytimes.com.br
Estrategistas da XP relataram, após reuniões com investidores nos Estados Unidos, que o sentimento em relação às ações brasileiras segue positivo, embora haja desconforto com os níveis atuais de valuation. Eles destacaram que, em 2026, o fluxo para o Brasil tem sido puxado sobretudo por fundos macro e passivos (ETFs), menos por gestores ativos. Investidores também mencionaram a diferença de desempenho entre os grandes nomes do índice — Vale (VALE3), Petrobras e Itaú (ITUB4) — e o restante do mercado.
No front doméstico, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) contribuiu para o bom humor ao mostrar retração de 0,2% em dezembro ante novembro, melhor que a estimativa de queda de 0,5% apurada pela Reuters. O indicador apontou expansão de 2,5% em 2025.
Para Rodolfo Margato, economista da XP, a leitura do quarto trimestre foi “levemente positiva”, com avanço de 0,4% no período. A casa projeta alta de 0,1% para o PIB no mesmo intervalo, encerrando 2025 com crescimento de 2,3%. Agricultura e serviços foram os setores que mais se destacaram.