Ibovespa avança 3,03% na semana; MBRF3 lidera ganhos e BRKM5 registra pior queda

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O Ibovespa encerrou a semana com alta de 3,03%, pondo fim a uma sequência de quedas e fechando aos 181.556,76 pontos na sexta-feira (28). Apesar da aversão ao risco no exterior, o índice foi impulsionado principalmente pelo desempenho de ações ligadas a commodities.

No câmbio, o dólar à vista recuou 1,27% e terminou cotado a R$ 5,2417, acumulando desvalorização frente ao real no período.

Inflação e Banco Central no radar interno

A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15, subiu 0,44% em março, acima da projeção de 0,29%. No acumulado de 12 meses, a taxa ficou em 3,90%, dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central. O Relatório de Política Monetária elevou para 3,3% a estimativa de inflação no terceiro trimestre de 2027, aumento de 0,1 ponto percentual.

Tensões externas ainda pesam

Investidores acompanharam as tentativas dos Estados Unidos de negociar um cessar-fogo com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump anunciou pausa de 10 dias nos ataques a usinas iranianas, mas Teerã negou ter solicitado a trégua. Houthis do Iêmen também ameaçaram intervir caso o Mar Vermelho seja utilizado para atacar o Irã.

Maiores altas

MBRF3 liderou o Ibovespa com valorização semanal de 31,51%, zerando perdas no ano e passando a acumular ganho de 9,26% em 2026. Entre as principais altas também figuraram:

  • VAMO3: +18,18%
  • ASAI3: +18,07%
  • BRAV3: +15,81%
  • BEEF3: +11,81%

No noticiário corporativo, Petrobras (PETR3; PETR4) emplacou cinco sessões de alta consecutivas, elevando seu valor de mercado para R$ 673,22 bilhões — incremento de mais de R$ 50 bilhões na semana, movimento que contribuiu para o avanço do índice.

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Imagem: Liliane de Lima via moneytimes.com.br

Maiores quedas

Apenas 11 papéis fecharam em baixa. Braskem (BRKM5) liderou as perdas, com recuo de 11,27%, após divulgar prejuízo líquido de R$ 10,284 bilhões no quarto trimestre de 2025, aumento de 82% sobre igual período de 2024. O Ebitda recorrente somou R$ 589 milhões (+6%), enquanto a receita líquida caiu 16%, para R$ 16,101 bilhões. A KPMG aprovou o balanço sem ressalvas, mas destacou incerteza relevante sobre a continuidade operacional da companhia.

Outras quedas significativas incluíram:

  • AZZA3: ‑8,45%
  • ENEV3: ‑4,32%
  • DIRR3: ‑3,28%
  • MGLU3: ‑3,00%

Com o avanço generalizado dos ativos, o Ibovespa conseguiu recuperar parte das perdas acumuladas anteriormente e iniciou o último pregão de março em terreno positivo.

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