Imposto de Renda: veja os documentos que investidores precisam reunir para a declaração

Estratégias de investimentoagora mesmo6 Visualizações

Quem investe em ativos financeiros deve iniciar a organização da declaração do Imposto de Renda bem antes da abertura do prazo de entrega. A principal tarefa é montar uma pasta com todos os comprovantes referentes a 2025. A seguir, confira a relação de documentos exigidos para cada tipo de investimento.

Investimentos no exterior

Para aplicações fora do País, são necessários:

– Extratos anuais de corretoras e bancos estrangeiros com a posição de todos os ativos em 31/12/2025;
– Histórico de compras e vendas realizadas em 2025;
– Relação de dividendos, juros, cupons e demais rendimentos recebidos;
– Informações sobre ganhos de capital, perdas a compensar e imposto pago no exterior;
– Conversão de cada operação para reais utilizando a PTAX de venda da data do evento.

Ações negociadas na B3

O investidor deve guardar:

– Informes de rendimentos de cada corretora, com a posição em ações em 31/12/2025 e os proventos creditados;
– Extrato de posição em 31/12/2025 por instituição;
– Todas as notas de corretagem emitidas em 2025;
– Extratos mensais da conta na corretora.

Também é recomendável manter controle de:

– Data, ativo, quantidade, preço e corretagem de cada operação;
– Custo médio por ativo;
– Lucros e prejuízos apurados mês a mês;
– DARFs quitadas (número, data e valor).

Day trade

Além das notas de corretagem que identifiquem as operações de mesmo dia, é preciso separar:

– Planilha distinguindo day trade de operações comuns;
– Resultado líquido diário e mensal;
– IRRF (dedo-duro) retido a cada mês;
– DARFs de day trade pagas durante 2025;
– Registro de prejuízos para compensação futura.

Mesmo quem só acumulou perdas deve declarar a atividade para evitar pendências e garantir o direito de compensação.

Dividendos

Reúna todos os informes de rendimentos emitidos por:

– Corretoras;
– Bancos ou companhias que paguem dividendos diretamente.

É importante confrontar os informes com os extratos bancários, assegurando que nenhum pagamento de 2025 fique de fora.

ETFs

Documentos necessários:

– Informes de rendimentos que mostrem a posição em ETFs em 31/12/2025;
– Informes de rendimentos eventualmente distribuídos pelo fundo;
– Notas de corretagem de todas as compras e vendas de 2025;
– Apuração mensal de lucros e prejuízos, separada dos demais ativos.

BDRs

Para recibos de ações estrangeiras, separe:

– Informes de rendimentos com a posição em BDRs em 31/12/2025;
– Informes de dividendos creditados via BDR;
– Notas de corretagem de compras e vendas.
Caso haja retenção de imposto no exterior sobre os proventos, guarde os comprovantes.

Fundos Imobiliários (FIIs)

Será preciso:

– Informes de rendimentos com todos os aluguéis recebidos em 2025 e a posição em cotas em 31/12/2025;
– Notas de corretagem de compras e vendas de cotas;
– Controle mensal de lucros e prejuízos nas alienações;
– DARFs pagas, já que FIIs não contam com a mesma faixa de isenção aplicada às ações.

Criptomoedas

Para criptoativos, organize:

– Extratos anuais das exchanges brasileiras com a posição em 31/12/2025;
– Histórico de compras, vendas e rendimentos (staking, juros, cashback e similares);
– Detalhamento de cada transação: data, moeda, quantidade e valor em reais na compra e na venda;
– Cálculo de ganho de capital por operação e verificação dos meses que ultrapassaram o limite de isenção.

Como a Receita Federal nem sempre recebe informações de plataformas estrangeiras, a organização prévia nesta categoria é ainda mais essencial.

0 Votes: 0 Upvotes, 0 Downvotes (0 Points)

Deixe um Comentário

Pesquisar tendência
Redação
carregamento

Entrar em 3 segundos...

Inscrever-se 3 segundos...

Todos os campos são obrigatórios.