O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,2% em novembro em relação a setembro, e avançou 2,7% no acumulado de 12 meses, informou o Bureau of Labor Statistics (BLS) nesta quinta-feira (data local). Os números vieram abaixo das projeções de economistas consultados pela LSEG, que previam alta de 0,3% no mês e de 3,1% em um ano.
Excluindo itens voláteis como alimentos e energia, o núcleo do CPI registrou aumento de 0,3% na comparação mensal e de 2,6% em 12 meses — em linha com as estimativas para o mês e ligeiramente inferior na leitura anual. A divulgação foi adiada por causa do bloqueio orçamentário de 43 dias que terminou no mês passado, postergando o relatório originalmente previsto para 10 de dezembro.
Os preços de alimentos subiram 2,6% em relação a novembro do ano passado. Dentro desse grupo, a categoria “alimentos para consumo em casa” avançou 1,9%, enquanto “alimentos fora de casa” aumentou 3,7%. Carnes, aves e peixes ficaram 6,8% mais caros, enquanto os ovos caíram 13,2% após a normalização da oferta afetada pela gripe aviária. Frutas e vegetais praticamente não variaram, com alta de 0,1%.
Os custos de energia cresceram 4,2% em 12 meses e 1,1% nos últimos dois meses. O preço da gasolina subiu 0,9% em um ano, e o óleo para aquecimento teve alta de 11,3%. Já propano, querosene e lenha ficaram 5,9% mais baratos. A conta de eletricidade aumentou 6,9%, e o serviço de gás encanado, 9,1%.
Os serviços de transporte registraram acréscimo anual de 1,7%. Manutenção e reparo de veículos avançaram 6,9% no período, enquanto as passagens aéreas recuaram 5,4%. Dados sobre a variação do seguro automotivo não estavam disponíveis.
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O índice de moradia subiu 3% em 12 meses e 0,2% nos últimos dois meses. O seguro para inquilinos e residências aumentou 7% na comparação anual.
A inflação persistente continua pressionando o orçamento das famílias norte-americanas, sobretudo as de renda mais baixa, que destinam parcela maior da renda a necessidades básicas como alimentação e aluguel. O resultado mantém a taxa anual acima da meta de 2% do Federal Reserve, que avalia a possibilidade de interromper futuros cortes de juros no próximo ano.