INSS reduz fila para 2,98 milhões e prevê chegar a 1,3 milhão de pedidos até dezembro

Mercado Financeiro2 dias atrás17 Visualizações

Brasília – O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, informou que o estoque de pedidos de benefícios caiu para 2,985 milhões em março e que a meta é reduzir a fila para cerca de 1,3 milhão até o fim de 2026.

O recuo de 141 mil requerimentos interrompeu a sequência de altas observada desde julho do ano passado. Em fevereiro, o volume havia atingido o recorde de 3,126 milhões, mantendo-se acima de 3 milhões nos três meses anteriores (dezembro, janeiro e fevereiro).

Metas e medidas para acelerar análises

Waller Júnior pretende buscar novos recursos no primeiro semestre para acelerar a redução da fila. A proposta inclui prorrogar até dezembro o bônus extraordinário pago a servidores que analisam processos fora da jornada regular. De acordo com o dirigente, a intenção é trabalhar dentro do prazo legal de 45 dias para zerar pedidos que o ultrapassam.

Segundo ele, caso haja incremento de investimentos, o estoque pode atingir “números mais aceitáveis” já em julho. A estimativa de produtividade considera um fluxo mensal de cerca de 1,3 milhão de processos analisados.

Bônus e fila nacional

Em janeiro, o INSS restabeleceu o Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), que criou uma fila nacional de análise e retomou o pagamento de bônus. Servidores podem receber R$ 68 por tarefa, totalizando até R$ 17,7 mil mensais de adicional.

A centralização permite que empregados de regiões com menor demanda atuem em processos de locais onde a espera é maior. O órgão também formou grupos de trabalho especializados e promove mutirões, inclusive com antecipação de perícias médicas.

Impacto fiscal

Com aproximadamente 60% de concessão sobre os pedidos avaliados, o INSS encaminhará nesta semana aos Ministérios do Planejamento e da Fazenda novas projeções de despesas já contemplando o ritmo mais acelerado de liberações. Esses dados subsidiarão o primeiro relatório bimestral de receitas e despesas do Orçamento, previsto para 24 de março.

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Imagem: redir.folha.com.br

No plano fiscal, a equipe econômica orientou um bloqueio inicial mais rígido de gastos a fim de preservar margem para as pressões que virão do programa de redução da fila até o fim de 2026.

Histórico da fila

Em janeiro de 2024, o estoque era de aproximadamente 1,57 milhão de requerimentos e fechou aquele ano em 2,04 milhões. O aumento do fluxo de análises no fim de 2025 e início de 2026 levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a cobrar resultados. Em 2025, o ano terminou com 3,039 milhões de pedidos represados.

Concessões e tempo de espera

O represamento é mais expressivo no benefício por incapacidade temporária (auxílio-doença). Nas demais solicitações, o INSS atingiu índice de absorção de 108,57%, concluindo mais processos do que o número de novos protocolos no período. Em março, foram finalizados 674.195 pedidos, maior volume dos últimos 18 meses, com redução no tempo de início e conclusão das análises.

Waller Júnior negou qualquer orientação da área econômica para retardar concessões a fim de reduzir despesas. Ele ressaltou que acelerar a análise gera gastos imediatos, mas evita custos maiores com retroativos corrigidos pela taxa Selic.

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