Itaú Asset aposta em ETFs e inteligência de mercado para montar carteiras globais

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A Itaú Asset, que administra cerca de R$ 1,3 trilhão, vem expandindo a oferta de investimentos internacionais com o uso de ETFs e ferramentas de inteligência de mercado. A estratégia foi detalhada pelo CEO Carlos Augusto Salamondi durante participação no podcast Outliers InfoMoney, apresentado por Clara Sodré e Fabiano Cintra.

Segundo o executivo, a gestora não adota uma visão única de risco. “Cada mesa toma suas decisões amparada por research e inteligência artificial, o que gera diversificação e busca o melhor retorno possível para o investidor”, afirmou.

Expansão dos ETFs

Salamondi citou iniciativas como o cross-listing firmado com a chinesa Yifan, maior asset do país asiático, que permite a investidores estrangeiros acessar produtos brasileiros. O mesmo modelo foi trazido ao mercado local, ampliando alternativas para os clientes no Brasil. “É uma indústria que vai multiplicar de tamanho e estamos preparados”, disse.

O CEO ressaltou que a adoção de ETFs ainda requer maior familiaridade do público. A gestora investe em programas de educação financeira para simplificar o entendimento desses produtos e ampliar o uso por investidores pessoa física.

Complemento às estratégias tradicionais

Para Salamondi, os ETFs não substituem as estratégias convencionais, mas funcionam como complemento por oferecerem menor custo, agilidade e eficiência na alocação. Ele destacou a importância da seletividade, já que há gestores que ultrapassaram o chamado “nível d’água” e outros que ainda buscam recuperação.

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Imagem: infomoney.com.br

A classe multimercado, observou o executivo, continua relevante por garantir flexibilidade e proteção às carteiras. “Há diferença de até 30% entre fundos da mesma categoria; saber onde e como alocar faz diferença”, frisou.

Pioneirismo no mercado brasileiro

A Itaú Asset lançou o primeiro ETF no Brasil e, desde então, passou a oferecer opções de renda variável, renda fixa e veículos híbridos. De acordo com Salamondi, o segmento se consolida como alternativa de baixo custo e alta liquidez, “encaixando-se como uma luva” na estrutura de fundos do país.

O executivo concluiu que o desenvolvimento do mercado de ETFs depende da combinação entre educação do investidor e gestão bem estruturada, fatores que permitem maior transparência, eficiência e diversificação de risco para todos os perfis de clientes.

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