Jovens trocam universidade por cursos técnicos e veem avanço na “economia da liberdade”, indica levantamento

Dificuldades e desafios20 minutos atrás6 pontos de vista

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Empresários e profissionais recém-formados em escolas técnicas relatam crescimento da chamada “economia da liberdade” nos Estados Unidos, movimento que valoriza habilidade prática e remuneração por mérito em vez de diplomas universitários.

Índice aponta maior intenção de contratar

O RedBalloon, plataforma de empregos, e a PublicSquare divulgaram seu Freedom Economy Index trimestral antes do relatório de emprego de agosto. O estudo mostra que a pequena e média empresa saiu do modo de sobrevivência e iniciou fase de expansão. Mais de 40% dos entrevistados planejam aumentar o quadro de funcionários, mas afirmam que a escassez de mão de obra qualificada persiste. Preços elevados continuam sendo a principal preocupação.

Meritocracia como motor de contratação

Andrew Crapuchettes, fundador e CEO do RedBalloon, explicou que empreendedores buscam colaboradores capazes de entregar resultado imediato. Ele critica a formação universitária que, segundo ele, “nem sempre desenvolve competências concretas” e pode gerar choque cultural dentro das empresas.

“Quando veem um exemplo de sucesso, as pessoas querem seguir. O mercado está voltando ao foco no mérito”, afirmou.

Casos de sucesso na beleza

A cabeleireira nova-iorquina Briana Delvecchio e a proprietária de salão Ashley DiMatteo destacam que a formação profissional oferece retorno rápido. “Saí da escola pronta para trabalhar e já recebendo salário, enquanto amigos graduados ainda buscavam o próximo passo”, contou Delvecchio. Para DiMatteo, a instrução prática fortalece competências de comunicação, gestão de tempo e postura profissional.

Trajetórias fora do caminho tradicional

Crapuchettes iniciou carreira aos 13 anos programando computadores e, aos 16, foi contratado por uma empresa de tecnologia no Vale do Silício. “Enquanto colegas se preparavam para a faculdade, eu já tinha renda própria”, lembrou. Aos 21, viajava pelo mundo dando palestras e treinamentos.

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Imagem: Kristen Altus FOXBusiness via foxbusiness.com

DiMatteo segue tradição familiar de empreendedorismo. “Observei a liberdade que meu pai tinha ao comandar o próprio negócio e quis o mesmo para mim”, disse. Ela vê falta de empenho entre alguns candidatos mais jovens: “Muitos querem apenas entrar, receber e ir embora, sem paixão por aprender”.

Desafio para universidades e pais

Segundo Crapuchettes, instituições de ensino superior precisam reconsiderar o currículo para atender às demandas das empresas. Ele prevê que algumas podem fechar em cinco a dez anos se não se adaptarem. O executivo também convoca famílias a valorizarem profissões técnicas como encanador ou eletricista, essenciais para a economia.

Para Delvecchio, a indústria da beleza se mantém sólida independentemente dos ciclos econômicos. “Com dedicação e habilidade, é possível conquistar liberdade financeira, agenda flexível e carreira própria”, concluiu.

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