Chicago (EUA) – O juiz federal John Tharp Jr., da Corte Distrital dos Estados Unidos, arquivou a ação movida contra a rede Buffalo Wild Wings (BWW) que questionava o uso da expressão “boneless wings”. A decisão, divulgada em 17 de fevereiro, considera improcedente a alegação de que o nome induziria consumidores a acreditar que o prato é preparado com asas de frango desossadas.
O processo foi apresentado pelo consumidor Aimen Halim, que sustentava que os “boneless wings” são, na verdade, pedaços de peito de frango empanados e, portanto, equivalentes a nuggets. O autor argumentou ter sido enganado, afirmando que pagaria menos ou não compraria o produto se soubesse da real composição. Além disso, buscava transformar a demanda em ação coletiva nacional.
Halim baseou-se em supostas violações da Lei de Fraude ao Consumidor de Illinois, quebra de garantia expressa, fraude comum e enriquecimento ilícito. Contudo, no despacho de 10 páginas, o magistrado avaliou que não há indícios de que consumidores razoáveis esperem receber asas desossadas. Tharp Jr. classificou a expressão como “nome fantasioso”, comparando-a a outros termos populares no mercado alimentício, como “chicken fingers”.
Apesar de reconhecer legitimidade ao autor por alegar dano econômico, o juiz entendeu que a petição “não tem substância” suficiente para comprovar engano. Foram rejeitados todos os pedidos de indenização e ressarcimento.
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O tribunal concedeu prazo até 20 de março para que Halim apresente nova versão da queixa, mas o próprio magistrado manifestou ceticismo sobre a possibilidade de acrescentar fatos capazes de alterar o resultado.