São Paulo, 10 de março de 2026 – As taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram esta terça-feira (10) em queda expressiva, impulsionadas pela desvalorização do petróleo, pela nova retração do dólar frente ao real e pela expectativa de trégua no conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
• O DI para janeiro de 2027 fechou a 13,60%, recuo de 14 pontos-base em relação ao ajuste anterior (13,741%).
• Na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 caiu 15 pontos-base, para 13,68%, contra 13,83% na véspera.
Às 16h34, o rendimento do Treasury de dois anos – referência para expectativas de juros de curto prazo nos Estados Unidos – recuava 1 ponto-base, a 3,584%. Já a taxa do título de dez anos subia 1 ponto-base, alcançando 4,148%.
• Declarações do ex-presidente Donald Trump, na segunda-feira (9), sugerindo que a guerra poderia terminar rapidamente, aumentaram a percepção de que o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz será normalizado.
• O preço do barril, que havia se aproximado de US$ 120, despencou para cerca de US$ 84, reduzindo temores inflacionários globais, inclusive no Brasil.
Imagem: Reuters via moneytimes.com.br
Com o alívio nos prêmios de risco, operadores reforçaram a projeção de que o Comitê de Política Monetária (Copom) cortará a taxa Selic – atualmente em 15% ao ano – em 0,50 ponto percentual na reunião da próxima semana.
De acordo com cálculo da EPS Investimentos durante a tarde, a precificação implícita na curva indicava 76% de probabilidade de corte de 50 pontos-base e 24% de chance de redução de 25 pontos-base. Na segunda-feira, essas probabilidades estavam em 28% e 72%, respectivamente.
A sessão refletiu, assim, a combinação de menor percepção de risco geopolítico, queda dos preços do petróleo e fortalecimento das apostas em afrouxamento monetário no Brasil.