CEO da Klarna apoia proposta de Trump para limitar juros de cartão de crédito a 10%

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NOVA YORK, 22 jan. 2026 – O presidente-executivo da Klarna, Sebastian Siemiatkowski, declarou apoio à iniciativa do ex-presidente Donald Trump de impor um teto de 10% aos juros cobrados no rotativo do cartão de crédito nos Estados Unidos. A defesa foi feita em entrevista ao programa “The Claman Countdown”, da emissora Fox Business, nesta segunda-feira.

Siemiatkowski classificou as taxas atuais como “uma máquina de extração” e elogiou a disposição de Trump em “enfrentar os bancos em nome dos consumidores norte-americanos”. Segundo ele, o sistema de crédito estaria “quebrado”, resultando em custos excessivos para a população.

O ex-presidente anunciou o limite de 10% e estabeleceu esta terça-feira como prazo para que as operadoras de cartões se manifestem sobre a proposta. Para que a medida tenha força de lei, contudo, seria necessária aprovação do Congresso, conforme lembrou a apresentadora Liz Claman durante a entrevista.

Críticas ao modelo atual

De acordo com Siemiatkowski, somente no ano passado os consumidores pagaram US$ 160 bilhões em juros, impactando cerca de 31 milhões de pessoas. Ele argumentou que “não é necessário cobrar taxas tão altas” e que os clientes estão cansados de práticas consideradas injustas pelo setor.

Grandes emissoras de cartão, como Visa e Mastercard, se opõem ao limite, afirmando que a mudança poderia reduzir o acesso ao crédito, especialmente para famílias de menor renda. O executivo da Klarna rebate o argumento citando mercados europeus onde existe limite semelhante sem efeitos negativos significativos.

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Imagem: Nora Moriarty FOXBusiness via foxbusiness.com

Efeito nos preços ao consumidor

Siemiatkowski acrescentou que as tarifas aplicadas aos lojistas elevam os preços para todos, inclusive para quem paga em dinheiro. “Quando as taxas para os comerciantes são altas, supermercados e varejistas precisam repassar esses custos”, afirmou.

Na avaliação do CEO, regras mais rígidas podem “restaurar o equilíbrio” em um setor que, segundo ele, “perdeu o rumo”.

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