São Paulo – A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira (18), acrescentou R$ 4,9 bilhões à conta que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) terá de pagar no chamado caso Master. Com isso, o montante a ser ressarcido alcança R$ 51,8 bilhões.
O Pleno possui cerca de 160 mil clientes com Certificados de Depósito Bancário (CDBs) cobertos pela garantia do FGC, total que agora se soma aos R$ 40,6 bilhões devidos pelo Banco Master e aos R$ 6,3 bilhões relativos ao Will Bank.
Em setembro do ano passado, último dado publicado pelo Banco Central, o Pleno detinha R$ 5,57 bilhões em CDBs. O volume caiu depois que a autoridade monetária proibiu a instituição de emitir novos títulos para captação.
Esses papéis chegaram a ser negociados no mercado secundário a 165% do CDI no fim de 2025.
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Segundo informações de junho de 2025, o Pleno registrava patrimônio líquido de R$ 672,6 milhões e lucro líquido de R$ 169,3 milhões, enquanto seu passivo somava R$ 6,68 bilhões, majoritariamente em CDBs.
A liquidação extrajudicial não se confunde com recuperação judicial nem com intervenção temporária. O procedimento encerra as atividades do banco, afasta a atual administração e coloca a instituição sob comando de um liquidante nomeado pelo Banco Central, responsável por vender ativos e pagar credores na ordem prevista em lei.