Lucro gerencial da BB Seguridade sobe 5% e alcança R$ 2,3 bilhões no 4º trimestre de 2025

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São Paulo — A BB Seguridade registrou lucro líquido gerencial de R$ 2,3 bilhões no quarto trimestre de 2025, avanço de 5% em relação ao mesmo período de 2024. O desempenho voltou a ser favorecido pelo resultado financeiro, impulsionado pelo patamar da Selic e pela redução do custo dos passivos de planos de previdência.

Desempenho consolidado

Na holding, o resultado das participações somou R$ 2,25 bilhões, crescimento de 3,9% na comparação anual. O resultado financeiro combinado da companhia e de suas investidas totalizou R$ 577,3 milhões, líquido de impostos, alta de 80,9% frente aos três últimos meses de 2024.

Em 2025 como um todo, o lucro líquido gerencial atingiu R$ 9,1 bilhões, 11,4% acima do observado em 2024. O resultado operacional consolidado avançou 2%, para R$ 7 bilhões.

Brasilseg

O braço de seguros apresentou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 1,9% maior no trimestre, apoiado por aumento de quase 28% no resultado financeiro. Já o resultado operacional recuou 3,4%, reflexo de elevação de 0,8 ponto percentual na sinistralidade, parcialmente compensada por crescimento de 5% nos prêmios ganhos retidos.

A emissão de prêmios caiu 11,5% devido à retração nos segmentos prestamista (sobretudo para pessoa física), agrícola, vida e vida produtor rural. Entre os fatores positivos, a companhia apontou menor cancelamento de seguros agrícolas, maior procura por prestamista por parte de empresas e expansão de 14% nas emissões de seguro residencial.

Ao longo do ano, a demanda mais fraca por seguro rural — impactada pela redução de subsídios — e por prestamista, em meio a juros elevados e crédito restrito, provocou queda de quase 9% nos prêmios emitidos. Para 2026, a projeção é que os prêmios variem de retração de 3% a crescimento de 2%.

Brasilprev

O lucro do negócio de previdência alcançou R$ 510,3 milhões entre outubro e dezembro, 39% superior ao de um ano antes. O resultado operacional não decorrente de juros diminuiu 7,1% após aumento das despesas administrativas, incluindo gastos maiores com publicidade, tecnologia e migração de dados.

As contribuições de planos recuaram quase 37%, totalizando R$ 8,4 bilhões, refletindo o início da cobrança de IOF sobre produtos VGBL. O índice de resgates caiu 1,6 ponto percentual, enquanto a portabilidade avançou 1,3 ponto. No acumulado de 2025, as reservas de previdência cresceram 9,3%; para 2026, a expectativa é de avanço entre 8% e 11%.

Outros negócios

A unidade de corretagem manteve o lucro praticamente estável no trimestre, em R$ 859 milhões, apesar de queda de 3,7% nas receitas. Na área de capitalização, o lucro aumentou 41,6%, chegando a R$ 99,1 milhões.

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