Lula associa fim da jornada 6×1 e restrições ao “jogo do tigrinho” à pauta feminina em rede nacional

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, em pronunciamento de cerca de seis minutos transmitido na noite de sábado (7), véspera do Dia Internacional da Mulher, o encerramento da escala de trabalho 6×1 e medidas contra apostas on-line conhecidas como “jogo do tigrinho”. A fala foi veiculada em cadeia nacional de rádio e televisão.

Segurança para mulheres

Lula abriu o discurso destacando o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado na semana anterior. Segundo ele, um mutirão conduzido pelo Ministério da Justiça, em parceria com governos estaduais, pretende prender mais de 2 000 agressores de mulheres. “Outras operações virão”, afirmou.

O presidente citou ainda a implantação de rastreamento eletrônico de autores de violência doméstica e a criação de um Centro Integrado da Segurança Pública para unificar dados e monitoramento. “Quem agride mulher não pode andar por aí como se nada tivesse acontecido”, declarou.

Trabalho e igualdade

Dirigindo-se principalmente ao público feminino, Lula relacionou a jornada de seis dias de trabalho por um de descanso à sobrecarga de tarefas das mulheres. “Está na hora de acabar com isso”, disse, prometendo empenho junto ao Congresso para modificar a regra.

O presidente também mencionou políticas de governos anteriores, como a Lei Maria da Penha e o Disque 180, além da lei recente que estabelece igualdade salarial entre homens e mulheres que ocupam a mesma função.

Apostas on-line

Ao tratar do vício em jogos eletrônicos, Lula afirmou que, embora a maioria dos dependentes seja formada por homens, “a conta recai sobre as mulheres”. Ele defendeu ações conjuntas com Legislativo e Judiciário para barrar plataformas de apostas que, segundo ele, “endividam famílias e destroem lares”.

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Imagem: redir.folha.com.br

Avaliação do governo entre mulheres

Pessoas do sexo feminino foram consideradas decisivas para a vitória do petista em 2022. Levantamento Datafolha divulgado no próprio sábado mostra que o governo é avaliado como ótimo ou bom por 30% das mulheres e por 28% dos homens. A reprovação chega a 38% e 43%, respectivamente, diferenças que se mantêm dentro da margem de erro de três pontos percentuais.

Declarações polêmicas

Apesar do apelo ao eleitorado feminino, Lula coleciona falas consideradas machistas no atual mandato. Em abril de 2025, chamou a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, de “mulherzinha”. Um mês antes, referiu-se à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, como “mulher bonita” na articulação política. Já em julho de 2024, relacionou aumento de violência doméstica a derrotas de times de futebol, comentário criticado até por integrantes do governo.

Pacto contra o feminicídio

Em 4 de fevereiro deste ano, o governo lançou o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, ainda sem detalhamento das ações previstas. No evento, Lula declarou que “a luta pela defesa da mulher não é só da mulher, é também do agressor, que é o homem”.

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