MIAMI, EUA – Uma série de competições de alto perfil projeta injetar cerca de US$ 3 bilhões na economia de Miami em 2026, consolidando a cidade como destino global para esportes, turismo e negócios, informou o South Florida Business Journal.
A estimativa ganha destaque nesta segunda-feira (data local), quando o Hard Rock Stadium recebe a final do College Football Playoff entre Indiana Hoosiers e Miami Hurricanes. O jogo, que deverá contar com a presença do ex-presidente Donald Trump, pode movimentar mais de US$ 264 milhões.
A principal fonte de receita esperada é a Copa do Mundo da FIFA. De acordo com o ex-prefeito Francis Suarez, os sete jogos programados para a cidade podem gerar cerca de US$ 1,5 bilhão. Suarez afirmou em outubro que Miami “está acostumada a receber grandes eventos” e garantiu que a infraestrutura estará pronta para o torneio. Logo depois, a cidade sediará a cúpula do G-20.
Além da final universitária desta segunda-feira, o calendário 2024-2026 inclui Orange Bowl, NHL Winter Classic, World Baseball Classic, Fórmula 1 Miami Grand Prix, Miami Open, etapa do PGA Tour no Trump National Doral e a estreia do novo estádio do Inter Miami. Para o setor de hospitalidade, a sequência de eventos ocorre “num período em que a cidade precisa do movimento”, avaliou Emi Guerra, CEO da Breakwater Hospitality Group.
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Ao todo, quase uma dezena de competições de destaque formam a base da projeção de US$ 3 bilhões, valor que inclui tanto efeitos diretos — como hotelaria, alimentação e transporte — quanto impactos indiretos a longo prazo, segundo líderes locais.
Para Suarez, o fluxo de visitantes pode reforçar a imagem de Miami como lugar ideal para viver, investir e empreender. “Trata-se de uma oportunidade geracional”, concluiu o ex-prefeito.