Michelle Bowman prevê três cortes de juros nos EUA antes do fim do ano

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WASHINGTON – A vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve, Michelle Bowman, afirmou nesta sexta-feira que incluiu em suas projeções a realização de três cortes na taxa de juros norte-americana até o final do ano.

Em entrevista ao programa “Mornings with Maria”, da FOX Business Network, a dirigente – considerada uma das vozes mais rigorosas (“hawkish”) do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) – disse estar “ainda preocupada com o mercado de trabalho” e que espera ver “alguma recuperação” antes de reduzir o custo do crédito. “Anotei três cortes antes do fim de 2026 para apoiar o mercado de trabalho”, acrescentou.

Bowman também declarou que projeta crescimento sólido da economia em 2024.

Juros mantidos na última reunião

As declarações ocorreram dois dias depois de o FOMC votar, por 11 a 1, pela manutenção da taxa básica entre 3,5% e 3,75%. Foi a segunda reunião consecutiva sem mudanças, após três reduções de 0,25 ponto percentual em setembro, outubro e dezembro do ano passado.

Na ocasião, o Fed divulgou o Sumário de Projeções Econômicas (SEP). O documento indica que a mediana das expectativas dos membros do colegiado prevê apenas um corte de 25 pontos-base ainda em 2024 e outro de mesma magnitude em 2027.

Powell explica cenário

Questionado sobre o motivo de projetar cortes diante de previsões mais altas para a inflação, o presidente do Fed, Jerome Powell, explicou que a autoridade monetária espera “algum progresso” na desaceleração dos preços a partir do meio do ano, à medida que o impacto de tarifas importadas se dissipa.

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Imagem: Matthew Kazin via foxbusiness.com

Pelas estimativas apresentadas, a taxa dos Fed Funds deve encerrar 2024 em 3,4% e 2025 em 3,1%, níveis idênticos aos projetados em dezembro.

Incógnitas externas e mercado de trabalho

A decisão de manter os juros ocorre em meio a sinais de arrefecimento do mercado de trabalho e à incerteza provocada pelo conflito no Irã. Tanto Powell quanto Bowman afirmaram ser cedo para avaliar o impacto da guerra sobre a economia dos Estados Unidos.

Bowman concluiu que o Fed continuará monitorando esses fatores ao definir eventuais mudanças na política monetária.

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