A Alliance for Automotive Innovation, entidade que representa fabricantes como General Motors, Toyota, Volkswagen e Hyundai, defendeu que o governo dos Estados Unidos substitua o atual imposto federal sobre gasolina por uma taxa anual aplicada a todos os veículos, calculada de acordo com o peso.
O pedido foi apresentado pelo presidente da associação, John Bozzella, às vésperas do vencimento, em 30 de setembro, da lei que regula o financiamento do transporte terrestre no país. Segundo Bozzella, o novo modelo garantiria que “cada veículo em circulação contribua para a manutenção da malha viária”, reduzindo a desigualdade de encargos entre motoristas que percorrem longas distâncias ou dirigem carros menos eficientes.
O Highway Trust Fund, que banca programas federais de rodovias e transporte coletivo, pode ficar sem recursos em 2028. Projeção do Committee for a Responsible Federal Budget aponta que, sem mudanças, o fundo sofrerá corte de 46% nos gastos naquele ano.
A principal fonte de receita do fundo – o imposto de 18,4 centavos de dólar por galão de gasolina – perdeu 60% de seu valor real porque não é reajustado desde 1993 e não acompanha a inflação. Desde 2008, Congresso e Casa Branca transferiram mais de US$ 275 bilhões do orçamento geral para cobrir o déficit.
O crescimento da frota de veículos elétricos (EVs) e híbridos, que exigem menos abastecimento, também diminui a arrecadação do imposto sobre combustíveis.
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No ano passado, parlamentares republicanos na Câmara propuseram cobrar US$ 250 por ano de cada EV e US$ 100 de cada híbrido. A medida não entrou no texto final do One Big Beautiful Bill Act. Grupos pró-eletrificação, como a Electrification Coalition, alegaram que a taxa de US$ 250 seria desproporcional, uma vez que o motorista de um carro a gasolina paga, em média, US$ 88 anuais em tributos federais sobre combustível.
A sugestão da Alliance for Automotive Innovation reacende o debate sobre como financiar a infraestrutura de transporte dos Estados Unidos em um cenário de veículos mais eficientes e mudanças nos padrões de consumo de combustível.