Morgan Stanley definiu uma taxa de administração de 0,14% para o Morgan Stanley Bitcoin Trust (MSBT), segundo atualização do formulário S-1 protocolado na sexta-feira (22). Caso o produto receba sinal verde da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), será o ETF de Bitcoin à vista mais barato do país.
O percentual proposto fica um ponto-base abaixo do Grayscale Bitcoin Mini Trust ETF (BTC), hoje o mais econômico do mercado norte-americano, e 11 pontos-base inferior ao iShares Bitcoin Trust ETF (IBIT), da BlackRock.
O analista James Seyffart, da Bloomberg, classificou a medida como “um grande movimento” e estima que o MSBT possa estrear no início de abril. Já Eric Balchunas, também da Bloomberg, ressaltou que a taxa “ultra-baixa” elimina qualquer barreira para os cerca de 16 mil consultores financeiros da Morgan Stanley — responsáveis por US$ 6,2 trilhões em ativos de clientes — indicarem o produto.
Como os ETFs à vista acompanham diretamente o preço do Bitcoin (BTC), a taxa de 0,14% pode desencadear uma nova disputa de preços no segmento, que já movimenta aproximadamente US$ 83 bilhões. Rivais que não reduzirem custos correm o risco de perder patrimônio sob gestão.
Se aprovado, o MSBT transformará a Morgan Stanley no primeiro grande banco a lançar um ETF de Bitcoin à vista, ampliando o acesso de clientes de alta renda ao ativo digital. A instituição escolheu Coinbase e Bank of New York Mellon como potenciais custodiante e administrador, respectivamente.
Imagem: cointelegraph.com
Desde o início de janeiro, a Morgan Stanley apresentou pedidos para uma série de produtos ligados a criptoativos, incluindo ETFs de Solana (SOL) e de Ether (ETH) com staking. No fim daquele mês, a executiva veterana Amy Oldenburg foi nomeada para liderar a área de ativos digitais.
Em 18 de fevereiro, o banco solicitou uma autorização federal para operar como trust bank, iniciativa que permitirá custodiar ativos digitais, além de executar compras, vendas, trocas e serviços de staking para clientes.
Ainda em outubro passado, antes da adoção plena da estratégia institucional em criptomoedas, a Morgan Stanley recomendou alocação de 2% a 4% em cripto para carteiras de investidores e autorizou seus consultores a indicarem fundos de cripto para contas de aposentadoria individuais (IRAs) e planos 401(k).