O Fundo de Investimento Imobiliário Maxi Renda (MXRF11) encerrou o quarto trimestre de 2025 com distribuição de R$ 0,30 por cota – equivalente a R$ 0,10 mensais – o que gerou dividend yield anualizado de 15,45%, já considerando o gross-up do Imposto de Renda. A estratégia, segundo o gestor André Masseti, da XP Asset, é reduzir a volatilidade das distribuições. “A nossa linha é suavizar os retornos”, afirmou durante apresentação a investidores.
Com patrimônio líquido de R$ 4,3 bilhões e mais de 1,35 milhão de cotistas, o MXRF11 registrou média diária de negociação próxima a R$ 13 milhões no período, mantendo-se entre os fundos mais negociados da B3.
Ao fim do trimestre, o fundo dispunha de R$ 12 milhões em reserva de correção monetária, montante que corresponde a quase R$ 0,03 por cota. A liberação desse valor aos cotistas depende de amortizações ou vendas de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), já que o veículo opera pelo regime de caixa.
No trimestre, foram aplicados mais de R$ 70 milhões em novos CRIs, principalmente papéis indexados a IPCA + 9% a IPCA + 10%. De acordo com Masseti, as taxas superam o carrego atual da carteira e contribuem para elevar o retorno.
O patrimônio do MXRF11 segue concentrado em crédito imobiliário:
No segmento de permutas, o fundo destinou R$ 32 milhões a um novo projeto residencial no bairro Campo Belo, em São Paulo, e estruturou uma operação de retrovenda com retorno de CDI + 5% para aquisição de estoques prontos.
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A carteira de fundos imobiliários passou por desinvestimentos de aproximadamente R$ 63 milhões, incluindo posições em MCL11, HGRU11 e UTM11. Entre os destaques está a alienação do Edifício Oceania, em Santos, ativo obtido após execução de CRI há mais de dez anos, que gerou ganho de R$ 2,6 milhões.
O book de CRIs soma cerca de 90 operações, das quais 88% indexadas ao IPCA e 9% ao CDI. A remuneração média é de IPCA + 9,9% e CDI + 2,96%, com mais de 95% das operações classificadas internamente como high grade.
Entre as posições estratégicas, destaca-se o LPLP11, ligado à Direcional Engenharia. Segundo Masseti, a alocação oferece retorno de CDI + 3% a CDI + 5%, enquanto a companhia capta recursos próximos a CDI + 0%, configurando oportunidade considerada atrativa pela gestão.