Nexo volta a operar nos EUA após acordo de US$ 45 milhões e apresenta novo modelo regulado

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Nova York, 2026 — Três anos depois de deixar o mercado norte-americano e pagar US$ 45 milhões em multas, a plataforma de serviços cripto Nexo retoma suas atividades nos Estados Unidos com uma estrutura remodelada e ancorada em parcerias locais licenciadas.

Por que a Nexo abandonou os EUA em 2023

Em janeiro de 2023, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) acusou a empresa de oferecer títulos não registrados por meio do produto Earn Interest Product (EIP), que permitia a clientes depositar criptomoedas e receber rendimento. A Nexo:

  • pagou US$ 45 milhões a reguladores federais e estaduais;
  • não admitiu nem negou as alegações;
  • encerrou o EIP para investidores norte-americanos;
  • retirou-se do varejo nos EUA.

Principais preocupações regulatórias

O processo se inseriu em uma ofensiva mais ampla contra plataformas de empréstimo cripto, marcada por receios quanto a:

  • promoção de altos rendimentos ao investidor de varejo;
  • falta de transparência sobre a origem dos retornos;
  • práticas de custódia e riscos de contraparte;
  • enquadramento dos produtos como contratos de investimento.

Novo modelo para 2026

A reentrada da Nexo baseia-se em um formato “partner-led”:

  • operações executadas por intermediários norte-americanos licenciados;
  • inclusão de consultores de investimentos registrados na SEC, quando exigido;
  • extinção do produto diretamente citado na ordem de 2023.

Segundo a empresa, continuarão disponíveis empréstimos garantidos por criptoativos e produtos geradores de rendimento, mas agora dentro de uma infraestrutura regulada.

Parceria com a Bakkt

O principal pilar da estratégia é a colaboração com a Bakkt, companhia cripto de capital aberto que detém diversas licenças nos EUA. Nesse arranjo:

  • negociação, custódia ou assessoria podem ficar a cargo de entidades reguladas;
  • funções do produto são distribuídas entre diferentes intermediários;
  • a supervisão ocorre em múltiplas camadas regulatórias.

Cenário regulatório em transformação

A volta ocorre em um ambiente de fiscalização menos intenso do que o observado em 2023. A SEC, sob a atual administração federal, arquivou ou reduziu algumas ações, como no caso Gemini Earn, após recuperação de valores para investidores. Mesmo assim, a regulação continua fragmentada entre agências federais e estados.

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Imagem: cointelegraph.com

Pontos de atenção para o usuário

Antes de aderir a qualquer oferta, especialistas recomendam avaliar:

  • quem é a contraparte legal e sob qual licença opera;
  • onde os ativos ficam custodiados e qual regime se aplica;
  • a origem dos rendimentos (empréstimos, staking, market-making etc.);
  • termos de liquidação, limites de razão empréstimo-valor (LTV) e prazos;
  • taxas adicionais e cláusulas sobre rehypothecation, conflitos de interesse e jurisdição.

Mesmo em estrutura compatível com normas, os produtos continuam sujeitos a riscos de mercado e de crédito.

Impacto potencial para o setor

Analistas veem o retorno da Nexo como indício de uma terceira fase para o lending cripto nos EUA:

  1. Pré-2023: modelos diretos ao consumidor, com pouca ou nenhuma inscrição regulatória;
  2. 2023-2025: forte ação fiscalizatória e reorganização de empresas;
  3. A partir de 2026: ofertas mediadas por parceiros licenciados e funções segregadas.

Se bem-sucedido, o formato poderá ser replicado por outras plataformas estrangeiras interessadas em atuar no mercado norte-americano.

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