As ações da Nu Holdings (ticker NU) recuavam perto de 7% nesta quinta-feira (26) na Bolsa de Nova York, cotadas a US$ 15,50, após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025. Na B3, os BDRs da empresa (ROXO34) perdiam 5%, negociados a R$ 13,32.
Apesar da reação negativa do mercado, relatório do Itaú BBA classificou o desempenho operacional do banco digital como “sólido”. O lucro líquido somou US$ 895 milhões, em linha com as projeções da própria instituição, gerando retorno sobre patrimônio (ROE) de 33%.
A carteira de crédito avançou 11% em relação ao trimestre anterior e 40% na comparação anual, impulsionada principalmente pela modalidade de cartões. A receita líquida com juros alcançou US$ 2,8 bilhões, alta de 15% frente aos três meses anteriores.
As receitas de serviços também mostraram força, subindo 16% no trimestre e contribuindo para o crescimento da receita total.
Os índices de atraso apresentaram melhora, tanto para débitos acima de 90 dias quanto para estágios iniciais de inadimplência. Segundo o Itaú BBA, o aumento nas provisões para perdas de crédito refletiu, sobretudo, a expansão da carteira, não uma piora da qualidade dos ativos.
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O ponto de maior fragilidade foi o aumento das despesas operacionais, que superaram as expectativas devido a gastos mais altos com marketing, custos administrativos e um efeito pontual ligado ao retorno presencial dos funcionários.
Mesmo após o recuo dos papéis no pregão, o Itaú BBA reiterou recomendação de desempenho acima da média do mercado para o Nubank. O banco destaca a combinação de crescimento consistente da base de clientes e elevada rentabilidade, embora reconheça que 2026 possa trazer desafios adicionais à eficiência operacional.