Ouro e prata ganham espaço como proteção em carteiras diante de cenário global incerto

Estratégias de investimento17 horas atrás11 Visualizações

O aumento das tensões geopolíticas, a volatilidade cambial e ciclos monetários menos previsíveis recolocaram ouro e prata no centro das discussões sobre alocação de recursos. O tema foi abordado no programa Espresso Outliers, da XP, que contou com a participação de Rodrigo Sgavioli, head de alocação da corretora, e Danilo Gabriel, gestor da XP Asset, sob mediação da analista de fundos Clara Sodré.

Metais como ativos anticíclicos

Sgavioli destacou que ambos os metais possuem “baixa correlação com outros ativos” e funcionam como ferramentas anticíclicas, capazes de proteger portfólios em momentos de estresse. Segundo ele, a decisão de aumentar ou reduzir exposição deve considerar tanto o papel de diversificação quanto o cenário macroeconômico.

Busca por ativos reais

Gabriel apontou que a procura por ouro e prata está ligada a fatores estruturais, como a perda de valor das principais moedas, fenômeno identificado pelo mercado como Basement Trade. Para o gestor, fundos indexados aos metais permitem acesso prático a esses temas globais, sem as dificuldades de custódia física.

Níveis de preço e volatilidade

Dados apresentados pela XP mostram o ouro negociado próximo a máximas históricas, enquanto a prata exibe oscilações ainda mais acentuadas. A corretora relaciona esse comportamento à expansão fiscal de grandes economias e à fragmentação geopolítica.

Exposição cambial

Como ouro e prata são cotados em dólar, escolher entre versões com ou sem proteção cambial é decisivo. Gabriel explicou que o investimento dolarizado carrega o risco adicional da moeda, enquanto produtos sem hedge tendem a apresentar trajetória mais suave em reais. “Ambas as opções são válidas, dependendo da composição da carteira”, observou.

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Imagem: infomoney.com.br

Acesso a partir de R$ 100

Clara Sodré lembrou que investidores individuais podem aplicar em fundos lastreados em metais preciosos na plataforma da XP a partir de R$ 100, permitindo diversificação mesmo com capital reduzido.

No encerramento do programa, a analista resumiu três pontos-chave: ouro e prata continuam relevantes para gestão de risco, devem ser vistos como parte estrutural da alocação e a escolha sobre exposição cambial deve refletir o perfil de cada investidor.

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