Os endereços de Bitcoin (BTC) que concentram entre 10 e 10.000 unidades da criptomoeda respondem, agora, por 68,04% da oferta total — o menor percentual desde o fim de maio de 2024. A informação foi publicada nesta quinta-feira (data do texto original) pela plataforma de análise Santiment.
Segundo a Santiment, essas carteiras, popularmente conhecidas como “baleias” e “tubarões”, se desfizeram de 81.068 BTC nos últimos oito dias. O movimento coincidiu com a queda da cotação de aproximadamente US$ 90.000 para US$ 65.000 no mesmo período, recuo de cerca de 27% de acordo com dados do CoinMarketCap.
No momento da publicação citada, o Bitcoin era negociado a US$ 64.792, depois de ter tocado mínima de pouco mais de US$ 60.000 nas 24 horas anteriores.
O diretor-executivo da CryptoQuant, Ki Young Ju, afirmou na rede X que “todo analista de Bitcoin está agora pessimista”. O índice Crypto Fear & Greed, que mede o sentimento geral no setor, caiu para 9 em 100 nesta sexta-feira, menor pontuação desde meados de 2022, quando o colapso da blockchain Terra abalou o mercado.
Enquanto os grandes detentores reduzem posições, investidores de varejo vêm acumulando. As chamadas carteiras “shrimp”, que carregam menos de 0,1 BTC, atingiram o maior nível em 20 meses. Esse grupo detém agora 0,249% da oferta total, o equivalente a cerca de 52.290 BTC.
Imagem: cointelegraph.com
A Santiment ressalta que a combinação de grandes carteiras vendendo e varejo comprando “historicamente cria ciclos de baixa”.
De acordo com o CoinMarketCap, o Bitcoin acumula queda de 29,62% nos últimos 12 meses.