Petróleo já avançou mais de 40% desde início do conflito com o Irã, e preços nos postos podem continuar subindo

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O preço do petróleo acumula alta superior a 40% desde o início do conflito envolvendo o Irã, provocando turbulência no mercado de energia e reforçando a expectativa de novos aumentos no valor da gasolina para os motoristas norte-americanos.

Analistas lembram que o repasse dos custos do barril aos postos costuma levar semanas. “Normalmente há um atraso entre a cotação do petróleo bruto e o que o consumidor paga na bomba”, afirmou Phil Flynn, colaborador da FOX Business e analista sênior da Price Futures Group. Para Michael Mische, especialista em cadeia de suprimentos e professor da Universidade do Sul da Califórnia, “o pior ainda não passou”.

Mercado do petróleo

Na sexta-feira, o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, fechou a US$ 99,64 o barril. Apesar de caminhar para a primeira queda semanal em mais de um mês, o valor permanece muito acima do observado antes do conflito.

A escalada de preços é atribuída a interrupções de oferta após ataques dos Estados Unidos e de Israel a alvos iranianos, que teriam retirado entre 10 milhões e 11 milhões de barris por dia do mercado global. A tensão geopolítica segue elevada: Washington prorrogou o prazo para Teerã reabrir o Estreito de Ormuz — rota crucial para o transporte de petróleo — e avalia possíveis ações militares adicionais.

Flynn avalia que, mesmo com o choque de oferta, o avanço tem sido “relativamente ordenado” e poderia ser maior. Já Mische destaca que a elevada produção doméstica dos EUA tem amortecido parte do impacto. “Sem o nível atual de produção interna, a situação seria muito mais grave”, observou.

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Imagem: Bradford Betz FOXBusiness via foxbusiness.com

Impacto nos postos

Nos últimos dias, o repasse já começou a ser sentido. Segundo a AAA, o preço médio nacional da gasolina comum ficou em aproximadamente US$ 3,98 por galão, alta de cerca de US$ 0,06 na semana e quase US$ 1 em um mês. Dados da GasBuddy mostram trajetória parecida, com avanço de US$ 0,07 na semana e mais de US$ 1 no período de 30 dias.

Além do petróleo caro, fatores sazonais pressionam os preços. A transição para as misturas de verão — mais caras de produzir — já começou, encarecendo o combustível. “Os preços sobem como foguetes e caem como plumas”, resumiu Mische, indicando que, mesmo se o barril estabilizar, o valor na bomba pode continuar elevado nas próximas semanas.

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