Petróleo Brent dispara 10% após ataques ao Irã e pode ultrapassar US$ 100, apontam analistas

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O preço do petróleo Brent subiu cerca de 10% e chegou a aproximadamente US$ 80 por barril em negociações no mercado de balcão neste domingo (1º), depois que ofensivas dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã reacenderam tensões no Oriente Médio.

Na sexta-feira (29), o contrato havia encerrado a sessão a US$ 73, maior valor desde julho, em meio à expectativa de novos ataques. Como o mercado futuro permanece fechado no fim de semana, as cotações de balcão servem de referência para a reabertura das negociações na segunda-feira.

Estrangulamento no Estreito de Ormuz

Para Ajay Parmar, diretor de energia e refino da ICIS, o ponto decisivo é o possível fechamento do Estreito de Ormuz. A passagem marítima responde por mais de 20% do fluxo mundial de petróleo.

Segundo fontes comerciais, após alerta de Teerã, proprietários de navios-tanque, grandes petrolíferas e tradings suspenderam embarques de petróleo, combustíveis e gás natural liquefeito pela região.

“Esperamos que os preços abram muito mais próximos de US$ 100 por barril e possivelmente superem esse nível se a interrupção em Ormuz se prolongar”, afirmou Parmar.

Projeções de mercado

Helima Croft, analista do RBC, disse que líderes do Oriente Médio advertiram Washington de que um conflito amplo com o Irã pode elevar o Brent para além de US$ 100.

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Imagem: Reuters via moneytimes.com.br

O Rabobank projeta valores acima de US$ 90 no curto prazo, enquanto a consultoria Rystad prevê alta de US$ 20, para cerca de US$ 92, na reabertura do mercado. O economista energético da Rystad, Jorge Leon, estima perda líquida de 8 a 10 milhões de barris por dia mesmo com desvios pelos oleodutos saudita (Este-Oeste) e de Abu Dhabi.

Oferta da Opep+

No domingo, a Opep+ decidiu aumentar a produção em 206 mil barris diários a partir de abril, acréscimo que representa menos de 0,2% da demanda global.

Impacto na Ásia

A crise levou governos e refinarias asiáticos a revisar estoques e rotas alternativas de abastecimento. Analistas da Kpler disseram que a Índia pode recorrer ao petróleo russo para compensar eventuais cortes no suprimento do Oriente Médio.

As cotações oficiais serão conhecidas na segunda-feira, quando os mercados globais reabrem.

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