Planos de saúde focam no uso diário, mas falham em coberturas de maior impacto, aponta especialista

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São Paulo – O assessor de investimentos Michael Viriato alerta que a maioria dos planos de saúde oferecidos no Brasil foi desenhada para eliminar gastos corriqueiros, como consultas e exames, mas não necessariamente protege o usuário diante de procedimentos complexos ou tratamentos de alto custo, sobretudo quando ocorrem fora do país.

Em artigo publicado no blog “De Grão em Grão”, Viriato relata o caso de um executivo que manteve, durante mais de dez anos, um dos pacotes mais caros do mercado. Embora quase não utilizasse o serviço, o cliente descobriu, ao precisar de atendimento no exterior, que sua cobertura internacional era insuficiente para situações graves.

Segundo o autor, o modelo tradicional transforma pequenas despesas médicas em uma mensalidade elevada e estável, aliviando o desembolso diário, mas não elimina o risco financeiro associado a internações prolongadas, cirurgias especializadas ou doenças severas. “O perigo real está nesses episódios esporádicos que ultrapassam qualquer planejamento doméstico”, resume.

Para Viriato, seguros internacionais seguem lógica distinta: o contrato prevê franquia — valor absorvido pelo próprio paciente para consultas e exames simples — e concentra a indenização em eventos de grande impacto, reduzindo o custo fixo mensal. A escolha, destaca, deixa de ser apenas médica e torna-se financeira: “pagamos para eliminar desembolsos menores ou aceitamos esses gastos para blindar o patrimônio contra perdas catastróficas”.

Planos de saúde focam no uso diário, mas falham em coberturas de maior impacto, aponta especialista - Imagem do artigo original

Imagem: redir.folha.com.br

O debate, observa o especialista, ganha relevância num cenário em que profissionais viajam com frequência a trabalho. Planos nacionais funcionam dentro do território brasileiro, mas a cobertura estrangeira costuma ser limitada, o que expõe famílias a despesas altas justamente quando a decisão sobre hospital ou equipe pode ser determinante.

Viriato conclui que consultas de rotina cabem no orçamento, ao passo que uma internação complexa, especialmente fora do Brasil, pode comprometer todo o patrimônio familiar. A recomendação é que o consumidor avalie qual risco prefere transferir: o cotidiano ou o extraordinário.

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