O episódio desta segunda-feira (13) do Café da Manhã examina as causas do endividamento persistente entre famílias de periferia e discute possíveis saídas para o problema, que voltou ao centro da agenda do Palácio do Planalto em ano eleitoral.
No programa, o geógrafo Kauê Lopes dos Santos, professor da Unicamp e autor de “Parcelado: Dinâmicas de Consumo na Periferia” (Ed. Fósforo), analisa o impacto das dívidas no cotidiano de quem vive nas bordas das grandes cidades. O pesquisador acompanha a rotina de famílias endividadas desde 2009 e relata como a falta de crédito saudável compromete projetos de longo prazo.
Desde o encerramento do programa Desenrola, em julho de 2023, o país ganhou cerca de 9 milhões de novos inadimplentes. Segundo a Serasa, o total chegou a quase 82 milhões, maior nível desde 2012. A maioria das pendências envolve bancos e cartões de crédito; em seguida aparecem contas de serviços básicos, como água e luz, e dívidas com financeiras.
Para tentar conter a escalada, auxiliares do presidente Lula (PT) avaliam liberar uma nova rodada de saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A ideia foi citada recentemente pelos ministros Dario Durigan (Fazenda) e Luiz Marinho (Trabalho). Em entrevista concedida no fim de semana à Folha, Durigan detalhou o desenho do mecanismo, visto como tentativa de melhorar a percepção sobre a economia, que convive com desemprego em baixa e avanço da renda, mas sofre o efeito do endividamento elevado.
Imagem: redir.folha.com.br
O Café da Manhã vai ao ar de segunda a sexta, nas primeiras horas do dia, exclusivamente no Spotify. A apresentação é dos jornalistas Gabriela Mayer e Gustavo Simon. A equipe de produção reúne Gustavo Luiz, Laura Lewer e Jéssica Cruz, com edição de som de Thomé Granemann.