Poupança supera inflação pelo quarto ano consecutivo em 2025, mas rende menos que o CDI

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A caderneta de poupança encerrou 2025 com rentabilidade de 8,19%, resultado que superou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fixado em 4,26%. O ganho real, portanto, foi de 3,77%, livre de imposto de renda, segundo levantamento de Einar Rivero, sócio-fundador da Elos Ayta.

Apesar do quarto ano seguido batendo a inflação, a aplicação mais popular do país ficou distante do desempenho do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). No mesmo período, o CDI acumulou rendimento bruto 9,65 p.p. acima da inflação. Mesmo após desconto de 17,5% de imposto de renda (referente a um prazo de 360 dias), o ganho real líquido chegou a 7,96% — mais que o dobro do obtido pela poupança.

Comparação histórica

O estudo mostra que, entre 2006 e 2025, o CDI superou a poupança em termos de ganho real em todos os anos. Considerando apenas o intervalo de 2022 a 2025, a rentabilidade real líquida do CDI atingiu 26,82%, contra 11,83% da caderneta.

Outras opções de baixo risco

Rivero destaca que aplicações de renda fixa com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), como CDBs que pagam 100% do CDI, ou títulos públicos Tesouro Selic (LFT), teriam proporcionado ganhos maiores ao investidor sem aumentar o nível de risco. Mesmo produtos que rendem menos, como fundos DI a 90% do CDI, superaram a poupança em toda a série analisada.

Influência da Selic

O juro básico elevado sustentou a rentabilidade de ambas as modalidades em 2025. A taxa Selic permaneceu em 15% ao ano durante a maior parte do período, o maior patamar em duas décadas, favorecendo aplicações atreladas ao CDI. Projeções apontam Selic de 12,5% em dezembro de 2026, o que tende a reduzir, mas não eliminar, a vantagem do CDI sobre a poupança graças à isenção de imposto desta última.

Saques recordes

Mesmo com rendimento real positivo, a poupança registrou saída líquida de R$ 85,568 bilhões em 2025, a terceira maior marca desde o início da série histórica do Banco Central, em 1995. Em dezembro, houve captação líquida de R$ 5,4 bilhões, insuficiente para reverter o resultado anual negativo.

Embora a inflação controlada e os juros elevados tenham garantido ganho real à caderneta, o levantamento indica que investidores continuam encontrando melhor relação entre segurança e retorno em alternativas indexadas ao CDI.

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