Preços do petróleo alcançam maior patamar em sete semanas diante de incertezas no Irã

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Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, e encerraram o dia no nível mais alto em sete semanas, impulsionados pelo temor de redução nas exportações do Irã, país membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e alvo de sanções internacionais.

O contrato do Brent avançou 0,8 % e fechou a US$ 63,87 o barril, maior cotação desde 18 de novembro. Já o West Texas Intermediate (WTI) ganhou 0,6 %, terminando a sessão a US$ 59,50, pico desde 5 de dezembro.

A elevação refletiu a onda de protestos no Irã e a possibilidade de novas medidas dos Estados Unidos. Teerã informou que mantém canais de comunicação com Washington, enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, analisa respostas à repressão considerada letal contra manifestantes. No domingo, Trump mencionou a chance de se reunir com autoridades iranianas e não descartou ação militar.

Dados das empresas de rastreamento Kpler e Vortexa apontam que o Irã mantém volume recorde de petróleo em navios e unidades de armazenamento flutuante, equivalente a cerca de 50 dias de produção. As cargas estocadas cresceram após a retração de compras da China em razão das sanções e como forma de proteger o produto de eventuais ataques dos EUA.

Oferta da Venezuela pode atenuar ganhos

As altas do mercado foram parcialmente limitadas pela perspectiva de aumento de fornecimento a partir da Venezuela, também integrante sancionada da Opep. Com a destituição do presidente Nicolás Maduro, espera-se que o país retome em breve as exportações.

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Imagem: Reuters via moneytimes.com.br

Na semana passada, Trump declarou que Caracas está pronta para enviar aos Estados Unidos até 50 milhões de barris de petróleo sob sanções. Companhias do setor buscam navios-tanque e organizam a logística para realizar os embarques, relataram quatro fontes envolvidas nas operações.

A trading Trafigura informou, em reunião na Casa Branca na sexta-feira, que seu primeiro navio deve ser carregado já na próxima semana. Paralelamente, dados de navegação da LSEG mostram que dois superpetroleiros de bandeira chinesa, que seguiriam à Venezuela para buscar óleo como pagamento de dívidas durante o embargo dos EUA, deram meia-volta e retornam para a Ásia.

Com esses movimentos, o mercado segue atento tanto à evolução dos protestos no Irã quanto ao ritmo de retomada das exportações venezuelanas, fatores que podem definir o comportamento dos preços nas próximas semanas.

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