Os preços internacionais do petróleo dispararam na noite de domingo (28) depois que forças dos Estados Unidos e de Israel realizaram ataques contra o Irã que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país, e no atingimento de vários navios-tanque nas proximidades do Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do abastecimento global de petróleo.
O barril do Brent, referência mundial, chegou a tocar US$ 82,37 — o patamar mais alto desde janeiro de 2025 — nos primeiros minutos de negociação asiática. Às 19h54 (horário de Nova York), a cotação recuava, mas ainda avançava mais de 7%, sendo negociada a US$ 78,24.
Nos Estados Unidos, o West Texas Intermediate (WTI) também subiu quase 7%, alcançando US$ 75,33 no pico — maior valor desde junho do ano passado — antes de se acomodar em US$ 71,68.
Análise do Citi alerta que, caso a tensão persista, o Brent pode oscilar entre US$ 80 e US$ 90 nos próximos dias.
Após os bombardeios de domingo, Israel voltou a atacar alvos em território iraniano, enquanto Teerã respondeu com novos lançamentos de mísseis, ampliando o risco de interrupções no fornecimento de energia oriundo do Oriente Médio.
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Mísseis atingiram diversos navios-tanque perto do Estreito de Ormuz, deixando um tripulante morto. Com a escalada, mais de 200 embarcações, incluindo petroleiros e navios de gás natural liquefeito, ancoraram na região à espera de segurança para seguir viagem.
O Irã anunciou medidas para limitar o tráfego no Estreito de Ormuz após os ataques. A rota é vital para grandes exportadores como Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e o próprio Irã.
Até o momento, não há indicação de quando o fluxo normal de navios poderá ser restabelecido.