Professor Mira diz que tentar prever melhor momento de entrada e saída em FIIs pode sair caro

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Buscar o momento exato para comprar ou vender cotas de fundos imobiliários (FIIs) costuma prejudicar mais do que ajudar o investidor, avalia o analista CNPI e educador financeiro Alexandre Mira. O especialista comentou o tema na edição desta semana do programa Liga de FIIs, exibido às quartas-feiras, às 18h, no canal do InfoMoney no YouTube.

Mira destacou que fatores de curto prazo — como conflitos geopolíticos, variação do preço do petróleo, inflação, taxa Selic e eleições — geram ruído, mas não são determinantes para a construção de patrimônio no longo prazo. “A gente vai ter guerra, petróleo, Selic, eleição… tudo isso interfere no momento, mas não é o que constrói riqueza”, afirmou durante a transmissão.

Segundo o professor, o maior erro é tentar prever o ponto exato de entrada ou saída no mercado, algo que ele compara a “ganhar na loteria” em termos de dificuldade. Para sustentar a tese, Mira citou um estudo próprio que comparou diferentes estratégias de alocação em FIIs ao longo de uma década. A diferença de retorno entre quem sempre comprou na mínima e quem investiu de forma disciplinada, mês a mês, foi de apenas 5,3% no período analisado.

Para ele, aportes regulares, como contribuições mensais, são mais viáveis para a maioria dos investidores. “O que o investidor consegue fazer é trabalhar, poupar e investir um pouco todo mês. Isso é factível”, pontuou.

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Imagem: infomoney.com.br

Mira também criticou estratégias baseadas em acumular recursos em renda fixa à espera de uma queda acentuada nos preços dos FIIs. “Qual é a mínima que você vai acertar? Do mês, do trimestre, do ano? Isso exige uma precisão que ninguém tem”, disse.

Mesmo diante de ciclos de alta ou baixa dos juros, o especialista reforçou a importância de manter o foco no horizonte de longo prazo. “No fim das contas, o que constrói patrimônio não é acertar o melhor momento, é ter consistência ao longo do tempo”, concluiu.

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