O tombo do Bitcoin no mercado internacional atingiu em cheio os fundos brasileiros que investem em moedas digitais. Segundo levantamento realizado por Einar Rivero, sócio-fundador da consultoria Elos Ayta, 15 carteiras com exposição à criptomoeda acumularam perdas expressivas entre 1º de janeiro e 4 de fevereiro, com recuos que chegam a 73,38% no período.
O estudo não se baseia em uma classificação oficial de fundos de criptoativos, mas reuniu produtos que trazem a palavra “Bitcoin” no nome. A lista inclui ETFs negociados em bolsa, multimercados e fundos de previdência.
• It Now Bloomberg Galaxy Bitcoin (ETF – Itaú Unibanco Asset): -73,38%
• Safra Cripto Selection (Multimercado – Safra Asset): -25,01%
• Empiricus Teva Cripto Top20 ETF (ETF – Empiricus Asset): -23,05%
• Trend Cripto FI (Multimercado – XP Allocation): -22,67%
• BB Mult Criptoativos Full (Multimercado – BB Gestão): -21,01%
• Hashdex Bitcoin (Multimercado – Hashdex Gestora): -20,74%
• Empiricus Criptomoedas (Multimercado – Empiricus Asset): -20,45%
• Buena Vista Neos Bitcoin High Inc. (ETF – Buena Vista Gestora): -20,39%
• Itaú Index Bitcoin USD (Multimercado – Itaú Unibanco Asset): -20,17%
• Empiricus Teva Bitcoin (ETF – Empiricus Asset): -20,05%
• Investo ETF MarketVector Bitcoin (ETF – Investo Gestão): -19,75%
• QR CME CF Bitcoin Reference Rate (ETF – QR Asset Gestora): -19,45%
• Hashdex Criptoativos II FIC FIM (Multimercado – Hashdex Gestora): -8,45%
• Itaú Flexprev Bitcoin V40 (Previdência – Itaú Unibanco Asset): -6,68%
• Empiricus Cripto Previdência (Previdência – Empiricus Asset): -4,95%
A pesquisa também mostra o tamanho desses veículos. O patrimônio do Hashdex Bitcoin, por exemplo, somava R$ 453,9 milhões e contava com 64.224 cotistas, enquanto o It Now Bloomberg Galaxy Bitcoin, mesmo com o pior rendimento, administrava R$ 449,3 milhões distribuídos entre 2.615 investidores.
Os recuos acompanham o comportamento da maior criptomoeda do mundo. O Bitcoin despencou da máxima de US$ 126 mil registrada em 6 de outubro do ano passado para R$ 60.062,00 na manhã de 4 de fevereiro. Ao longo do mesmo dia, a cotação ensaiou recuperação e voltou a se aproximar de US$ 71 mil, encerrando o pregão com alta de 11%.
Imagem: infomoney.com.br
De acordo com gestores citados no levantamento, o mercado segue pressionado pelos ajustes de posição de grandes investidores, que têm vendido ativos para cumprir exigências de corretoras e bancos. Até que esse movimento se encerre, a volatilidade tende a permanecer elevada.
Para Guilherme Gomes, presidente da OranjeBTC, a turbulência global que afeta metais como ouro e prata também pesa sobre as criptomoedas, contribuindo para a forte oscilação observada nas últimas semanas.