São Paulo, 25 de janeiro de 2026 – O Santander publicou um relatório em que aponta empresas consideradas “fora do radar” dos investidores e que, na avaliação do banco, oferecem oportunidades de compra ou de venda. O estudo divide as companhias em quatro grupos, conforme a distorção de percepção identificada pelos analistas.
Nesse bloco estão empresas com fundamentos sólidos, mas que permanecem pouco presentes nas carteiras devido à impressão de valuations já “maduros”.
Orizon Valorização de Resíduos (ORVR3) – A aquisição da Vital reforçou o posicionamento da companhia como consolidadora no tratamento de resíduos. O banco também vê potencial em biometano, biogás e créditos de carbono.
Suzano (SUZB3) – Apesar das preocupações com a demanda chinesa por celulose, o Santander acredita que a empresa se protegeu com reajustes de preço e que restrições de oferta devem favorecer produtores mais eficientes.
Totvs (TOTS3) – O relatório destaca crescimento consistente de resultados e geração de caixa. A aprovação da compra da Linx pode trazer revisões positivas de médio e longo prazos.
Aqui entram companhias cuja capacidade de produzir caixa não está refletida nos preços, segundo o banco.
Lojas Renner (LREN3) – Expectativas consideradas baixas ignoram liquidez robusta e potencial de remunerar acionistas via dividendos e recompra.
Marcopolo (POMO4) – Ação pressionada por realizações de lucro, mas com forte fluxo de caixa livre; analistas preveem demanda maior com cortes de juros e pagamento de dividendos em 2026.
Segmento formado por companhias menores ou com baixa liquidez que, segundo o Santander, tiveram melhorias operacionais.
Brava Energia (BRAV3) – Mudança recente de CEO deve fortalecer a relação com acionistas; previsão de crescimento sustentado por geração de caixa operacional.
Imagem: Cecília de O via moneytimes.com.br
Cogna (COGN3) – Após reestruturação concluída em 2026, o ensino básico, especialmente nos anos iniciais, deve impulsionar resultados.
IRB Brasil (IRBR3) – Analistas destacam governança aprimorada, política de riscos mais conservadora e possibilidade de retomada de dividendos após eliminação de prejuízos fiscais em 2025.
Randon (RAPT4) – Considerada small cap de baixa liquidez, mas com fundamentos sólidos e perspectiva de forte geração de caixa com corte de custos e menor capex.
Ser Educacional (SEER3) – Relatório aponta reestruturação bem-sucedida, fluxo de caixa robusto, pagamento de dividendos atraente e valuation considerado barato.
Neste grupo, o Santander reúne casos em que múltiplos baixos ou otimismo pontual mascaram fundamentos mais frágeis.
Banco do Brasil (BBAS3) – O banco avalia que o preço atual reflete aumento da inadimplência no agronegócio, necessidade maior de provisões e dependência crescente de resultados financeiros. A influência estatal é vista como limitador de flexibilidade estratégica e de reprecificação.
Com a rotação de carteiras de ações de crescimento para papéis de valor, o Santander entende que o mercado brasileiro pode ser beneficiado e enxerga essas 11 empresas como potenciais beneficiárias ou, no caso de Banco do Brasil, como alerta de risco.