Os fundos de índice (ETFs) de Bitcoin à vista listados nos Estados Unidos registraram retiradas líquidas de aproximadamente US$ 2,9 bilhões em apenas 12 sessões, volume que coincide com a recente correção do mercado de criptomoedas.
Na quarta-feira, o Bitcoin (BTC) rompeu o patamar de US$ 73.000, depois de ter tocado US$ 79.500 na véspera. O movimento refletiu o desempenho negativo do índice Nasdaq — pressionado pela projeção de vendas mais fraca da fabricante de chips AMD e por dados decepcionantes de emprego nos Estados Unidos.
Desde a rejeição em US$ 98.000 em 14 de janeiro, o BTC acumula queda de 26%. Nesse período, posições compradas alavancadas em contratos futuros sofreram liquidações que somam US$ 3,25 bilhões. Qualquer exposição superior a quatro vezes (4x) foi eliminada, a menos que os traders tenham aportado mais margem.
Parte do mercado atribui a fragilidade atual às consequências da liquidação de US$ 19 bilhões ocorrida em 10 de outubro de 2025. Na ocasião, uma falha em consultas de banco de dados da Binance provocou atrasos em transferências e informações incorretas, levando a bolsa a pagar mais de US$ 283 milhões em compensações. Segundo Haseeb Qureshi, sócio da Dragonfly, o mecanismo de liquidação continuou atuando mesmo sem liquidez suficiente, eliminando formadores de mercado que não conseguiram recompor posições rapidamente.
O viés de 25% (delta skew) das opções de 30 dias na Deribit atingiu 13% na quarta-feira, acima da zona neutra de 6%. O indicador revela maior busca por opções de venda (puts) e indica que operadores institucionais duvidam de um piso definitivo em US$ 72.100.
Imagem: cointelegraph.com
Dois boatos recentes aumentaram a cautela:
Com o cenário macroeconômico incerto e a correlação com o setor de tecnologia, muitos investidores preferem reduzir exposição a ativos de risco, o que mantém a atenção voltada para os próximos fluxos dos ETFs de Bitcoin e para a evolução do mercado de derivativos.